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Com estádio lotado, Operário vence Poconé na estreia do Mato-grossense

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Da Redação

O Campeonato Mato-grossense 2020 começou nesta terça-feira (21) com três partidas. Em Várzea Grande, com o Estádio Dito Souza lotado, o Clube Esportivo Operário Várzea-grandense derrotou o time do Poconé por um a zero, com um gol de Pikachu já no final da partida.

O Operário está enfrentando uma grande polêmica após o anúncio do goleiro Bruno, ex-Flamengo, condenado pela morte da amante Elisa Samudio em 2010. Pouco antes da partida, um grupo de mulheres fez uma manifestação contra a contratação na porta do estádio, dezenas de manifestantes se mostraram indignados com a atitude do clube em contratar Bruno.

De acordo com a diretoria do clube, o goleiro deverá se apresentar já nos próximos dias para ser integrado ao elenco. A Justiça de Minas Gerais, liberou o esportista para se mudar para o Mato Grosso e cumprir a pena em regime semi-aberdo, no Estado no qual estiver morando.

O Operário enfrenta no próximo domingo (26), o time do Araguaia no Estádio Zeca Costa, em Barra do Garças. O jogo será a partir das 16h30.

Os outros dois jogos da rodada, foi entre o União de Rondonópolis e Mixto Esporte Clube, onde o União ganhou de dois a zero. Já o terceiro jogo foi entre o Luverdense e o Dom Bosco, o jogo aconteceu em Lucas do Rio Verde e terminou empatado em um a um.

Os próximos jogos da primeira rodada do campeonato terminam nesta quarta-feira (22) com outros dois jogos: Sinop x Araguaia e Cuiabá e Nova Mutum.

CONFIRA OS RESULTADOS E OS PRÓXIMOS JOGOS:

União 2 x 0 Mixto

Luverdense 1 x 1 Dom Bosco

Operário VG 1 x 0 Poconé

Jogos de Quarta-feira (22):

20h10: Sinop x Araguaia

20h10: Cuiabá x Nova Mutum

Foto: Bruna Ficagna/TV Centro América

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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