FLAGRANTE DE PESCA PREDATÓRIA
Fiscais da Sema apreendem equipamentos nos rios Cuiabazinho e Manso
Os rios Manso e Cuiabazinho são focos de constantes denúncias de práticas de pesca predatória com uso de materiais e equipamentos proibidos
Polícia
Durante uma operação realizada na última semana de agosto, fiscais da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) apreenderam equipamentos e petrechos utilizados em crimes ambientais nos rios Cuiabazinho e Manso, em Cuiabá.
A equipe de Coordenadoria de Fiscalização de Fauna realizou ação preventiva com barreiras terrestres e abordagens fluviais com orientações quanto à legislação.
As quatro redes e tarrafa usadas na pesca predatória foram recolhidas pela equipe para serem inutilizadas ou destinadas a outros fins. Os peixes que estavam presos nas redes foram soltos e devolvidos ao rio.
Os rios Manso e Cuiabazinho são focos de constantes denúncias de práticas de pesca predatória com uso de materiais e equipamentos proibidos. Por isso, a coordenadoria de Fauna intensificou as ações fiscalizatórias para inibir os ilícitos ambientais contra a fauna.
Desta forma, a fiscalização na região vem ocorrendo de forma contínua durante o ano, sendo reforçada nos locais e períodos proibitivos. Quem for pego praticando a pesca ilegal é multado, conduzido à delegacia e tem os materiais apreendidos.
Em média, quatro equipes atuam na fiscalização dos rios da Baixada Cuiabana ppor semana. As equipes da Sema trabalham em parceria com o Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental e conta com o apoio de segurança da Polícia Militar e da Polícia Judiciária Civil.
Também como forma de fortalecer a fiscalização nos rios, a Sema entregou 40 barcos e motores aos municípios descentralizados, com recursos do Fundo Amazônia/BNDES, como forma de equipar as secretarias municipais de Meio Ambiente e fortalecer as operações contra pesca predatória.
Denúncia
O cidadão pode denunciar a pesca predatória e outros crimes ambientais à Ouvidoria Setorial da Sema pelo telefone: 0800-65-3838, nas unidades regionais da Sema ou aplicativo MT Cidadão.
Polícia
Chico Guarnieri é o 5º candidato mais multado do país por desmatamento
O deputado estadual Chico Guarnieri (PSDB), que busca a reeleição este ano, aparece como o quinto candidato mais multado do Brasil por infrações ambientais desde 2023, segundo levantamento realizado pela Agência Tatu em parceria com o Intercept Brasil. A pesquisa identificou 49 candidatos de 15 partidos que, juntos, acumulam R$ 15,5 milhões em multas aplicadas pelo Ibama.
De acordo com o levantamento, Guarnieri recebeu uma autuação de R$ 970 mil por suposto desmatamento de 194 hectares sem autorização em uma propriedade localizada em Barra do Bugres, na região Médio-Norte de Mato Grosso. A área está inserida no bioma Amazônia.
Com o valor, o parlamentar tucano ocupa a quinta posição no ranking nacional de candidatos com maiores autuações ambientais. O levantamento também aponta que o PL concentra o maior número de nomes na lista: 13 candidatos do partido somam aproximadamente R$ 6 milhões em multas ambientais nos últimos três anos.
Defesa contesta autuação
A defesa de Chico Guarnieri, no entanto, questiona administrativamente a autuação do Ibama e contesta a dimensão da área apontada pelo órgão ambiental.
Segundo os advogados, durante a fiscalização teriam sido identificados apenas cerca de nove hectares dentro de área de preservação, número significativamente inferior aos 194 hectares considerados na autuação.
A defesa também sustenta que, posteriormente, a propriedade teve o Cadastro Ambiental Rural (CAR) validado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), sem registro de passivo ambiental.
O episódio ganha peso político em meio à campanha eleitoral de 2026. Guarnieri tenta renovar o mandato na Assembleia Legislativa e, no início desta semana, ganhou um importante aceno político ao receber o apoio público do senador Flávio Bolsonaro, durante visita do presidenciável a Campo Novo do Parecis.
A situação, portanto, coloca o candidato tucano em uma posição de atenção justamente em um momento de disputa eleitoral, ao mesmo tempo em que sua defesa busca reverter administrativamente a penalidade aplicada pelo órgão ambiental.
Até o momento, trata-se de uma autuação administrativa contestada pela defesa, e não de uma condenação definitiva por crime ambiental.
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