"Pega o banquinho"
“Tendência de mudança e onda quebrada”: apenas 20% dos deputados deverão retornar à Assembleia em 2023
Política
Da Redação.
Desde 2018, quando apenas onze (11) dos 24 deputados foram reeleitos, o predomínio na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso era dos 13 novatos, assim, o mesmo seguimento da busca por mudança do eleitorado, é esperado para próxima eleição, um número ainda maior, de oito (08) a dez (10) reeleitos desta legislatura.
Para os deputados que hoje exercem os seus mandatos, e possuem sua base eleitoral na “Baixada Cuiabana”, existe o lado positivo de estar próximo ao seu eleitorado, porém é nesta aproximação que mora o perigo, porque aqueles que passaram todo esse período de três anos e meio, só prometendo, fazendo a política de belos discursos, e quando teve serviços prestados beneficiava mais os seus grupos de interesses, do que o povo, a conta vai chegar.
“Belos discursos e pouca ação”.
Hoje, com disseminação dos meios de comunicação, as informações chegam cada vez mais rápidas até a população, nos aglomerados urbanos, onde tem a maior concentração de votos, como a “Baixada Cuiabana”, este fator é potencializado, desta forma, aqueles parlamentares que passaram seu mandato só trabalhando com segundas e terceiras intenções, deixando as necessidades e prioridades do povo, apenas como pauta para discursos, a tendência é “pegar o seu banquinho e sair de fininho”.
Além desses parlamentares, ainda existem aqueles que estão exercendo o cargo, porque o que foi eleito pelo povo se ausentou, já que tem parlamentar que foi para outra instituição, cedendo o lugar para o suplente, teve parlamentar juridicamente impossibilitado de assumir, assim, outro assumiu, como também, teve aqueles que só assumiram os cargos devido os votos de legenda, e foram praticamente “puxados”, sem falar da fatalidade de falecimento.
“O fator onda de 2018 já virou marola”?
Como não falar da “onda” de 2018, que levou tanta gente aos cargos públicos, com o gesto do famoso “fazendo arminha”, somado aos cargos da força de segurança ou jurídica, são deputados estadual, federal até senadora, hoje não é mais a mesma força, tem gente que ainda considera e aposta na verdadeira “marola”, para se manter no poder público eletivo, mas pelo que tudo indica, vai ser uma viagem sem volta, com apenas gastos, prova disso é deputado estadual que não conseguiu eleger nem o presidente do Sindicato, onde era sua base eleitoral.
Interferência da Justiça.
Que existem vários deputados com problemas na Justiça, não é novidade, os empreiteiros disfarçados de deputados, pelo que tudo indica, estão com os dias contados, investigações desde a gestão do ex-governador, José Pedro Gonçalves Taques estão prestes a explodir há qualquer momento, inviabilizando instantaneamente dois nomes, sem falar daqueles que estão na mira da Justiça, achando que vão se esconder nos buracos, ou ficar limpos com simples banho de água mineral.
Desgaste eleitoral.
Para agravar ainda mais a situação popular, ainda tem os deputados que o povo enxergou quais são os reais motivos, causas, circunstâncias e razões, pela qual estão participando da vida pública, que é tudo, menos trabalhar pelos interesses do povo, esses caíram na antipatia do eleitor, a redução no coeficiente das urnas comprovam, que é melhor “buscar novos caminhos, do que tentar consertar a velha estrada”, para não passar pela vergonha de uma derrota, mesmo possuindo muitas condições.
De portas abertas para os novatos.
Assim, a Assembleia Legislativa deve se encontrar em janeiro de 2023, quando, mais uma vez, a tão esperada renovação deve predominar o Plenário Renê Barbour, com um número muito maior de caras novas, com novas propostas, novos estilos, outros objetivos, que serão os próximos deputado novatos do Estado de Mato Grosso.
Foto: Marcos Vergueiro – Secom-MT
Política
Medida provisória abre novo crédito orçamentário para ressarcir descontos indevidos em benefícios do INSS
O Congresso Nacional analisa medida provisória (MP 1378/26) que abre crédito extraordinário de R$ 547 milhões no Orçamento para ressarcir aposentados e pensionistas do INSS que sofreram descontos associativos irregulares.
O governo já havia editado uma MP com crédito de R$ 3,3 bilhões para esse pagamento em julho de 2025, após entendimento firmado com o Supremo Tribunal Federal (STF).
Depois disso, no entanto, a Corte decidiu que, nos casos em que segurados contestarem as respostas das entidades associativas, o pagamento deverá ser realizado mesmo que não sejam cumpridas etapas prévias previstas no acordo.
O STF também assegurou que a adesão ao acordo não impede o ajuizamento de ações judiciais contra a União e o INSS quando o pagamento não ocorrer administrativamente.
O prazo para a adesão ao ressarcimento administrativo acabou no dia 20 de junho de 2026.
Próximos passos
A MP 1378/26 tem validade imediata, mas precisa ser aprovada no Congresso Nacional para virar lei.
O texto será analisado pela Comissão Mista de Orçamento (CMO) e, em seguida, pelos plenários da Câmara e do Senado.
Reportagem – Silvia Mugnatto
Edição – Marcelo Oliveira
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