Mato Grosso

Sesp deflagra operação no Norte do Estado e prende três pessoas

Publicado em

Mato Grosso

Da Redação

Mandados de busca e apreensão e três prisões, sendo duas por homicídio, foram cumpridos em dois dias da “Operação Salutem”, deflagrada nesta quinta-feira (10.01), na Região Integrada de Segurança Pública (Risp), de Sinop (a 505 km ao Norte de Cuiabá) contemplando também as cidades de Tapurah, Itanhangá, Feliz Natal, Sorriso, Nova Ubiratã, União do Sul, Santa Carmem, Cláudia, Ipiranga do Norte e Vera.

O trabalho integrado das equipes visa o cumprimento de mandados judiciais, bloqueio policial com abordagens a pessoas e veículos, saturação em áreas críticas conforme mapeamento criminal, Lei Seca, vistoria em estabelecimentos comerciais e barreira policial em áreas rurais.

A primeira prisão aconteceu após o suspeito foi abordado por atitude suspeita e, durante checagem via sistema nacional, foi constatado o mandado de prisão. O segundo e terceiro suspeitos foram presos por acusação de crimes de homicídios. 

Segundo o comandante da regional, coronel PM Wesney Sodré, a operação é importante para cumprir mandados contra pessoas autoras de delitos criminais na região.

“Estamos retirando de circulação criminosos de alta periculosidade, aumentando a presença física dos policias nas ruas, promovendo a sensação de segurança e a paz social, que certamente contribuirá para a redução dos indicadores criminais, que é nosso objetivo, mantendo sob controle a violência urbana e rural”, afirma.

Também nos dois dias de operação, cinco pessoas foram conduzidas para a delegacia, sendo dois por mandado de prisão em aberto por homicídio, um por desacato, um por posse de entorpecente e um por tráfico, posse ilegal de arma de fogo.

O delegado regional de Sinop, Douglas Turíbio, afirma que o mandado expedido é referente a um homicídio doloso, ocorrido em 2015. Na ocasião, um dos suspeitos que teve participação no crime, não havia sido encontrado. “Ele nunca havia sido localizado e nem procurou a justiça por intermédio de sua defesa. Foram várias tentativas de intimações frustradas”, frisa. 

O primeiro suspeito foi abordado por atitude suspeita e após checagem foi constatado o mandado de prisão. O segundo e terceiro suspeitos foram presos por acusação de crime de homicídio. 

Participam da operação profissionais da Polícia Militar (PM-MT), Polícia Judiciária Civil (PJC-MT), Corpo de Bombeiros Militar (CBM-MT), Sistema Penitenciário, Guarda Municipal, Polícia Rodoviária Federal (PRF) e o Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer).

Foto: SESP-MT

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Mato Grosso

TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

Publicados

em


O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA