Mato Grosso

Prefeitos recorrem à AL para alterar lei e melhorar transporte escolar

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Lei 8.469/06 proíbe que municípios adquiram veículos novos com recursos oriundos do governo

Da Redação

 

A Assembleia Legislativa deverá propor alteração na Lei 8.469/06, que normatiza o transporte escolar em Mato Grosso. A iniciativa atende ao pedido de prefeitos que compõem a Associação dos Municípios do Araguaia – AMA. Eles recorreram ao presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (PSB), nesta quinta-feira (25), para protocolar o pedido e reforçar a necessidade dessa alteração. 

O prefeito de Bom Jesus do Araguaia, Joel Ferreira, que preside a AMA, explicou que, atualmente, os recursos repassados aos municípios pelo Governo do Estado só podem ser usados para a manutenção, locação e compra de óleo diesel, proibindo a aquisição de novos ônibus escolares. 

“Com a alteração da lei poderemos ter uma gestão mais ampla porque hoje fazemos investimentos em nossos ônibus que têm mais de 20 anos de uso, o que não compensa. Então, se tivermos o direito de comprar novos ônibus com esses recursos, melhoraremos o atendimento dos nossos jovens da zona rural. É de grande importância a alteração dessa lei”, disse Joel, ao destacar que a região tem uma frota de pelo menos 300 ônibus escolares, e boa parte dela em condição precária.

A comitiva recebeu aval do presidente Botelho, que garantiu empenho na apresentação de uma emenda para a devida alteração. “Vamos apresentar uma emenda para que seja analisada pelas comissões permanentes da Assembleia Legislativa e, posteriormente, encaminhada à votação em Plenário”, assegurou.

“Quero agradecer o presidente Botelho que nos atendeu muito bem e nos garantiu apoio para resolver essa questão”, destacou Joel Ferreira. 

Na oportunidade, a prefeita de São Félix do Araguaia, Janailza Taveira (SD), manifestou a preocupação com a área de Saúde, diante da crise que assola o setor. Para ela, a destinação de recursos provenientes do Fundo Estadual de Transportes e Habitação – Fethab à Saúde vai dificultar ainda mais a situação. Botelho explicou que o momento é delicado e precisa da compreensão e empenho de todos os poderes e municípios. 

Também participaram da reunião os vereadores de Serra Nova Dourada, Sérgio Bezerra e Evaldo Carlos; o diretor-executivo da AMA, Paulo Avelar; o secretário de Administração de São Félix do Araguaia, Hermes Leite; o prefeito de Serra Nova Dourada, José Ocimar e o assessor jurídico Marcos Miranda.

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MPMT capacita servidores sobre planejamento de contratações e uso de IA

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O Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) promoveu, nos dias 24 e 25 de setembro, uma capacitação voltada aos servidores da área-meio sobre planejamento de contratações públicas e o uso de novas tecnologias no desenvolvimento dos documentos exigidos pela legislação. Com o tema “O planejamento da contratação com base na Lei 14.133/2021 – construindo ETPs e TR com uso do ChatGPT e outras tecnologias para servidores do MPMT”, o curso foi ministrado pelo professor Sandro Bernardes, auditor do Tribunal de Contas da União (TCU).Ao longo dos dois dias, os participantes tiveram contato com aspectos relacionados ao planejamento das contratações, especialmente à elaboração de documentos como o Estudo Técnico Preliminar (ETP) e o Termo de Referência (TR), além de conhecerem possibilidades de aplicação da inteligência artificial e de outras ferramentas tecnológicas na rotina de trabalho.Para o assessor especial da Subprocuradoria-Geral de Justiça Administrativa, José Fabrício Silva, a capacitação ocorre em um momento importante de adaptação às exigências trazidas pela nova legislação de contratações públicas.“Esse tipo de capacitação é fundamental por dois aspectos essenciais. O primeiro é que as equipes que constroem essas demandas de contratação ainda precisam de formação sobre a estrutura dos documentos e tudo o que precisa ser preparado para que uma contratação seja realizada”, explicou.José Fabrício também destacou a utilização da inteligência artificial como uma ferramenta capaz de auxiliar os servidores diante do volume e da complexidade dos documentos produzidos no processo de contratação. “São documentos, às vezes, de muitas páginas, de uma estrutura que a lei exige que seja feita. A capacitação realmente veio para ajudar no dia a dia”, afirmou.Na avaliação do servidor, a incorporação de novas tecnologias à administração pública tende a fazer parte cada vez mais da rotina. “Quanto mais capacitadas as pessoas para darem conta de acompanhar esse avanço, que não é só no setor público, mas também no setor privado, melhores serão os resultados para a administração e, consequentemente, para a população”, ressaltou.A servidora Débora Luz, que atua na Coordenadoria de Engenharia e acompanha atividades relacionadas ao departamento, também destacou a importância da formação continuada. Entre suas atribuições estão o assessoramento na elaboração de documentos relacionados às contratações de engenharia, com atenção à legislação e às normas aplicáveis.Para ela, cursos dessa natureza são fundamentais para o aprimoramento dos processos de contratação do Ministério Público. “Não só importante, como essencial, fundamental. Uma condição sem a qual não é possível nós evoluirmos nossas contratações e licitações aqui no Ministério Público”, afirmou.Débora defendeu ainda que a capacitação seja realizada de forma permanente, permitindo o aprofundamento dos conhecimentos e a aplicação prática dos conteúdos. “A cada etapa, a cada curso, você permite se aprofundar mais na matéria e aplicar na sua prática. Então, sem uma reincidência, um retorno disso, eventualmente até com alguns mesmos professores ou mesmas temáticas, a gente não consegue andar evoluindo os resultados”, explicou.Para a servidora, a participação de especialistas com experiência na administração pública federal também contribui para aproximar o conteúdo apresentado da realidade enfrentada pelas equipes do MPMT.O professor Sandro Bernardes ressaltou que a atualização dos servidores é essencial diante das transformações pelas quais passa a administração pública. Segundo ele, o curso integra um processo de desenvolvimento de capacidades e habilidades necessárias aos profissionais que atuam em todas as etapas da contratação pública, desde o planejamento até a entrega do objeto à sociedade. “Não existe retrocesso” no uso da inteligência artificial, afirmou o professor, ao destacar que essas ferramentas tendem a ser incorporadas cada vez mais ao cotidiano profissional.O instrutor também chamou atenção para o papel da tecnologia como instrumento de apoio ao trabalho dos servidores, e não como substituta da atuação humana. Para ele, ferramentas de inteligência artificial podem potencializar o trabalho, proporcionando maior celeridade e novas possibilidades de pesquisa e análise, mas a supervisão humana permanece indispensável. “O que as plataformas, os chats e as IAs que temos à disposição vão fazer por nós é potencializar o nosso trabalho”, explicou.Sandro Bernardes destacou ainda que a responsabilidade pelas decisões continua sendo humana, especialmente no serviço público, que tem como finalidade atender às necessidades da sociedade. “A supervisão humana ainda é necessária, primeiro pela responsabilidade que a gente tem diante da comunidade civil. A plataforma nunca vai se comportar como ser humano; ela vai emular, vai usar algoritmos, números para tentar traduzir aquilo que considera como interesse público”, afirmou.Segundo o professor, a tecnologia pode ampliar as possibilidades de atuação dos servidores, mas não substitui aspectos próprios da experiência humana, como a capacidade de compreender contextos, interpretar situações e manter proximidade com a sociedade.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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