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Suspeito de participação no assalto em casa de deputada é preso pela polícia no Acre

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Da Redação

Mais um suspeito na participação do assalto na residência da deputada estadual Janaína Riva (MDB) foi preso na tarde desta quarta-feira (08) pela Polícia Judiciária Civil (PJC) de Mato Grosso com apoio da PJC do Estado do Acre.

A prisão do suspeito faz parte da “Operação Judas Iscariotes” na qual foi deflagrada na última segunda-feira (06) onde foram expedidos cinco mandados de prisão e quatro de busca e apreensão.

O nome do suspeito não foi divulgado pelas autoridades, mas de acordo com as informações, ele foi preso na cidade de Epitaciolândia que fica na região Sul do Acre. No momento de sua prisão, ele estaria retornando da Bolívia.

O suspeito mora em Cuiabá e após o crime fugiu do Estado, o mesmo será trazido posteriormente para o Mato Grosso, ele é o terceiro preso na operação, ainda faltam dois mandados de prisão a serem cumpridos.

Entre os presos está o motorista da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Odenilton Gonçalo Carvalho Campos, tido como uma pessoa de confiança pela família. Ele é o principal suspeito de ter entregue o controle do portão para os criminosos.

O crime aconteceu no dia 24 de dezembro quando dois criminosos armados invadiram a residência onde mora a deputada estadual, juntamente com o marido, Diógenes Fagundes, filho do senador Welligton Fagundes (PL) no bairro Santa Rosa, em Cuiabá.

Na ocasião, os criminosos conseguiram abrir sem dificuldades o portão eletrônico e foram diretamente para o quarto do casal, segundo as vítimas, os suspeitos agiram com agressividade e truculência. Os criminosos saíram da residência levando cerca de R$ 42 mil em dinheiro, joias e celulares.

Foto: ALMT

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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