Mato Grosso

Motorista de Janaína Riva é preso por envolvimento em assalto na residência da deputada estadual

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Mato Grosso

Da Redação

O motorista e servidor da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Odenilton Gonçalo Campos, foi um dos presos nesta segunda-feira (06) durante a Operação “Judas Iscariotes”, que cumpriu cinco mandados de prisão e quatro de busca e apreensão contra envolvidos no assalto a residência da deputada estadual Janaína Riva (MDB) no último dia 24 de dezembro de 2019. Odenilton é lotado no gabinete de Janaína Riva e atua como motorista, ele era considerado uma pessoa de confiança da família.

O mandado de prisão contra o motorista foi cumprido na casa da deputada que divulgou uma nota lamentando a participação de Odenilton no crime. Na nota, Janaína afirmou que recebeu com surpresa a informação de que o servidor tenha participado da ação criminosa.

Disse ainda, que por enquanto não irá se manifestar sobre o assunto até que tenha ciência do teor do inquérito policial que levou a prisão do motorista. Finalizou, dizendo que confia no trabalho da polícia, porém ainda não tem conhecimento sobre qual seria o envolvimento de Odenilton, assim como, não tem conhecimento das provas que resultaram na expedição o mandado de prisão.

Veja a íntegra:

“A deputada estadual Janaina Riva (MDB) informa que é com surpresa que recebeu a informação da prisão de um dos servidores, supostamente por envolvimento no assalto à residência da parlamentar, ocorrido na madruga do dia 24 de dezembro, em Cuiabá. Janaina informa que por enquanto não vai se manifestar sobre assunto até conhecer o teor do inquérito policial que levou à essas prisões. “Confio no trabalho da polícia, porém, ainda não tomei conhecimento sobre qual teria sido o envolvimento dele e muito menos das provas que subsidiaram os mandados de prisão. Vou aguardar a conclusão do inquérito”, finaliza.”

Foto: Divulgação

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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