Mato Grosso

Líder do “Novo Cangaço” é assassinado a tiros no Centro de Nobres

Publicado em

Mato Grosso

Da Redação

Um duplo homicídio foi registrado no final da manhã desta sexta-feira (03) no Centro de Nobres (124 km de Cuiabá). As vítimas foram identificadas como Lindomar Alves de Almeida, conhecido como “Nenezão”, e a segunda vítima foi identificada apenas como Geraldo.

De acordo com as primeiras informações, uma guarnição da Polícia Militar (PM) estava em rondas pela Avenida Getúlio Vargas, quando recebeu a informação de que havia ocorrido um duplo homicídio.

Segundo testemunhas, o veículo no qual estavam as vítimas, um Toyota Hillux, cor prata, havia parado na rua Cuiabá e em seguida um veículo de cor branca parou ao lado, momento em que dois indivíduos encapuzados desceram do mesmo e efetuaram vários disparos contra as vítimas.

No momento da chegada dos policiais, a vítima identificada como Geraldo ainda estava com vida, momento que foi acionado uma equipe de Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e foi encaminhado para uma unidade hospitalar, porém, a vítima não resistiu aos ferimentos e morreu logo após dar entrada no hospital.

No local foram encontrados dois cartuchos de calibre 12.1, sendo um intacto e outro deflagrado, na sequencia a PM solicitou a presença da Polícia Judiciária Civil (PJC) para dar andamento nas investigações, além disso, uma equipe de Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) esteve no local onde realizou os trabalhos periciais.

Uma caminhonete com placas de Nova Mutum que estava estacionada na frente do veículo onde estavam as vítimas também foi atingida, porém ninguém se feriu.

Líder do Novo Cangaço

Lindomar Alves de Almeida, o Nenezão, foi condenado a dez anos de prisão acusado de liderar uma quadrilha que praticava roubo a bancos no estilo conhecido como “Novo Cangaço”.

Nenezão era considerado um criminoso de alta periculosidade e nas ações criminosas que comandava, aterrorizava as vítimas ás fazendo de reféns, sua quadrilha já havia cometido roubos a bancos e carros fortes em pelo menos sete Estados.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Mato Grosso

TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

Publicados

em


O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA