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2020 começa sem registros de mortes na BR-163

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Mato Grosso

Da Redação

Nenhuma morte foi registrada no feriado prolongado em comemoração à chegada do ano novo, do km 0 (Itiquira) ao km 850,5 (Sinop) da BR-163. Os dados da Rota do Oeste mostram que de 27 de dezembro de 2019 a 1° de janeiro de 2020 – período que aconteceu a segunda etapa da Operação Vitrine realizada pela Concessionária em parceria com a Polícia Rodoviária Federal (PRF) – foram registrados 43 acidentes.

O levantamento da Rota apontou que 12 acidentes tiveram feridos no período analisado. Outros 30 não tiveram vítimas. A Concessionária foi acionada apenas duas vezes no dia 30 de dezembro. Domingo e terça-feira, véspera de ano novo (29 e 31.12), foram os dias com os maiores números de ocorrências com vítimas, totalizando quatro registros em cada dia ao longo dos 850,9 quilômetros sob concessão.

O gerente de Operações da Rota do Oeste, Wilson Ferreira, considera que os números são positivos e mostra que a Operação Vitrine, realizada período no de festividades foi eficaz. “Tanto no feriado prolongado de Natal, quanto no de Ano Novo, não tivemos registros de mortes na rodovia, um resultado muito satisfatório”.

Panes

Os dados da Rota do Oeste também apontam número expressivo de ocorrências com algum tipo de pane. Foram 628 motoristas com problemas elétricos, mecânicos, ou com falta de combustível na rodovia. Só no primeiro dia do ano, 90 veículos precisaram de auxílio.

Ferreira aponta que há a necessidade dos condutores se conscientizarem sobre a importância da revisão do veículo. Foram quase 105 condutores socorridos por dia neste período. Cerca de 51% dos motoristas seguiu viagem após ser atendido pela Concessionária, já os outros 49% precisaram ter o veículo guinchado e levado a um ponto de apoio, para que pudesse dar seguimento aos procedimentos de reparos necessários (como mecânica, auto elétrica etc.).

O levantamento da Rota do Oeste mostra que 27 e 30 de dezembro foram os dias com o maior número de vezes que as equipes foram acionadas, registrando 120 ocorrências em cada dia.

Ferreira explica que checar o veículo antes de iniciar uma viagem evita atrasos e contribui para a segurança viária. “Uma pane pode colocar outros usuários em risco, pois o veículo que para na rodovia precisa ser devidamente removido para evitar acidentes. A revisão garante que possíveis problemas sejam solucionados antes da viagem começar evitando o atraso no cronograma da família”.

Foto: Secom-MT

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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