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Homem que atropelou mãe e dois filhos continua preso

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Mato Grosso

Da Redação

O jovem acusado de atropelar e matar duas crianças na Avenida Dante Martins de Oliveira (Trabalhadores), em Cuiabá na última terça-feira (31) teve a prisão teve a prisão em flagrante convertida em preventiva. Wesley Patrick Villas Boas de Souza, 23 anos, passou por audiência de custódia nesta quarta-feira (01), a audiência foi realizada na 3ª Vara Criminal de Cuiabá.

Wesley dirigia uma caminhonete e acabou atropelando duas crianças, uma de dez e outra de quatro anos, além disso, a mãe da criança também foi atingida e se encontra internada em estado grave, de acordo com parentes, a mãe e os dois filhos voltavam da igreja no momento que foram atropelados.

No momento do atropelamento, Wesley precisou ser retirado do local, já que inúmeras pessoas queriam lincha-lo, ele foi retirado do local por uma viatura da Polícia Militar (PM). Foi realizado o teste do bafômetro que deu negativo para a ingestão de álcool.

Um vídeo do momento do acidente foi divulgado na manhã desta quinta-feira (02), no vídeo é possível ver o momento que Wesley atropela as três vítimas que estavam tentando atravessar a via. O suspeito estava em alta velocidade e não conseguiu desviar da mãe e dos filhos que tentaram atravessar a via correndo.

O motorista ainda tenta desviar, mas não consegue, no momento que a caminhonete se choca contra a mulher, é possível observar as crianças sendo lançadas para o outro lado da avenida.

O suspeito permanece preso e deverá responde por homicídio, além disso a DHPP investiga o caso.

Foto: Divulgação

 

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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