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Gestão eficiente do Ganha Tempo economiza R$ 4,5 milhões

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Da Redação

O Governo do Estado economizou 22% dos recursos orçamentados em 2019 com o programa Ganha Tempo. O contrato de Parceria Público-Privada tinha projetado gastos da ordem de R$ 21,6 milhões, mas com a gestão do contrato realizada pela Secretaria de Estado de Planejamento, este valor ficou em R$ 16,9 milhões e ainda teve aumento no número de serviços prestados à população.

O número de serviços ofertados a população passou de 102 para 172 e de parceiros de 21 para 32. Já o de atendimentos, ficou em 1,1 milhão. Os dados são da Núcleo de Gestão de Parcerias Público-Privadas da Seplag.  

Entre as medidas de gestão adotadas pela Secretaria, que desde abril assumiu a gestão do contrato, está a criação do Núcleo de Gestão de Parcerias Público-Privadas, composto por uma equipe multidisciplinar de servidores de carreira, que estão dedicados integralmente à gestão e monitoramento do contrato, através de fiscalizações e controle de atendimentos.

Também foram designados servidores do Estado para atuarem como chefes das unidades, que estão fazendo a fiscalização e monitoramento dentro das Unidades Ganha Tempo e têm a responsabilidade de acompanhar, juntamente com os supervisores dos órgãos públicos que estão lotados nas unidades, toda a execução contratual, desde a triagem e emissão das senhas, até a finalização do atendimento, juntamente com os demais aspectos da qualidade dos serviços prestados.

O intuito foi de implantar uma política de aprimoramento de resultados por meio de ações de monitoramento e fiscalização com o objetivo de economizar recursos públicos e avaliar a qualidade dos serviços prestados sem afetar a quantidade dos mesmos.

A Seplag também fez visitas de fiscalização na maioria das Unidades, acompanhada do fiscal do contrato, gestores contratuais, engenheiro e analista de sistema, realizando check list com mais de 200 itens exigidos contratualmente.

Além disso, no último mês foram realizadas 11 notificações extrajudiciais com objetivo de solucionar as irregularidades encontradas nas visitações.

Para o secretário de Planejamento e Gestão, Basílio Bezerra, o mais importante, é que a economia gerada não afetou os serviços prestados à população. Pelo contrário eles fizeram foi aumentar.

“Devido à excelente gestão do contrato que a secretaria fez conseguimos aumentar o leque de serviços prestados. Ou seja, reduzimos custo e ampliamos o número de serviços à população. Isto é fazer boa gestão dos recursos públicos, uma marca deste governo”, disse.

De acordo com o titular da Seplag, a projeção para os próximos meses é ampliar ainda mais a quantidade de serviços prestados à população buscando sempre uma maior eficiência e qualidade.

“Um exemplo é o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) que a partir deste mês, além de ter ampliado o horário de atendimento na unidade da Praça Ipiranga abriu dois novos postos, um na unidade do CPA I e outro no Cristo Rei”, finalizou.

Foto: Divulgação

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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