MATO GROSSO NOS TRILHOS
Mauro Mendes: “Sonho da ferrovia já recebeu passo significativo rumo à realidade”
A ferrovia deve ser finalizada em 2028. Mas seus efeitos positivos serão sentidos desde já, preconiza Mauro Mendes, salientando a gama de benefícios que este empreendimento acarretará a Mato Grosso
Política
O governador Mauro Mendes, em artigo que repercutiu nacionalmente, destacou que há muitas décadas a ampliação da malha ferroviária de Mato Grosso é uma pauta frequente na política de Mato Grosso. “O sonho da ferrovia, muito falado, recebeu nas últimas semanas um passo significativo para se tornar realidade”, frisou o gestor, ainda pontuando outros pontos importantes na consolidação desse projeto ferroviário:
“Em uma iniciativa pioneira e histórica, lançamos o edital para a construção da 1ª Ferrovia Estadual de Mato Grosso, que vai interligar a capital Cuiabá a Rondonópolis, bem como Rondonópolis com Nova Mutum e Lucas do Rio Verde, que são importantes polos de produção, além de se conectar com a malha ferroviária nacional.
O ganho em competitividade que a ferrovia vai trazer não se resume ao agronegócio. Ela é, principalmente, a ferrovia do desenvolvimento e do emprego. De acordo com o levantamento feito pelo Governo do Estado, com base na metodologia do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES), a previsão é que a construção da ferrovia gere um total de 235 mil empregos, entre diretos, indiretos, temporários e os gerados pelo efeito-renda, por conta do desenvolvimento econômico que a obra vai trazer.
Essa também é a ferrovia da indústria e do comércio, pois vai ligar por uma via de mão dupla Mato Grosso com os principais mercados consumidores do país.
Por ela, poderão ser transportados produtos como etanol de milho, carne, açúcar, fertilizantes, combustíveis, algodão, frango congelado, carne bovina, bebidas, produtos de limpeza, móveis, óleo de soja, milho de pipoca, entre muitos outros. E com uma opção mais barata de transporte, uma vez que o frete ferroviário barateou mais de 35% nos últimos cinco anos.
Além disso, a ferrovia estadual vai levar Mato Grosso para o lugar de destaque que o estado merece no agronegócio, pois somos o maior produtor nacional de soja, de milho, de algodão e de etanol de milho, bem como das commodities agrícolas em geral. E é preciso que nossa logística esteja à altura de nossa potencialidade.
Temos feito grande esforço para alavancar esse gargalo na malha rodoviária, com mais de 825 km de asfalto novo já entregues, bem como mais de 850 km de estradas restauradas e milhares de pontes de pequeno, médio e grande porte em processo de construção. A previsão é de entrega de 2500 km de asfalto novo até o final de 2022.
De igual maneira, desde o início da gestão, em 2019, temos articulado – com apoio da base na Assembleia Legislativa e na bancada federal – para avançar na expansão da malha ferroviária, de forma a ampliar as alternativas de escoamento da produção de Mato Grosso, cuja estimativa é de chegar, em 2030, a 120 milhões de toneladas de grãos por ano.
Mesmo sem a logística adequada, Mato Grosso conseguiu se transformar em um dos maiores players mundiais do agronegócio. Com a chegada da ferrovia, sem dúvidas o estado vai despontar ainda mais!
A ferrovia estadual terá 700 km de extensão, que serão construídos pela empresa que vencer o edital. Definimos o modelo privado de exploração, pois nesse formato o Estado faz a chamada pública e as empresas se habilitam a participar de seleção para fazer os investimentos, por sua conta e risco. É um modelo que não onera o Estado e é atrativo para a iniciativa privada, ou seja, todos saem ganhando. Somente na construção do modal, a empresa vencedora deve aplicar cerca de R$ 12 bilhões.
A ferrovia é um projeto de médio prazo, e deve ser finalizada em 2028. Mas seus efeitos positivos serão sentidos desde já, com a atração de investimentos, geração de empregos, crescimento da economia, qualificação, desenvolvimento dos municípios e mais qualidade de vida aos mato-grossenses”, finalizou o governador mato-grossense.
Política
Wilson Santos defende políticas de segurança alimentar e apoio a famílias vulneráveis
Entre as 21 emendas apresentadas ao Projeto de Lei nº 692/2026, que estabelece as diretrizes para o orçamento estadual de 2027 (PLDO), está a proposta de n.° 27 do deputado estadual Wilson Santos (PSD) para apoiar e desenvolver ações de segurança alimentar e enfrentamento à fome em Mato Grosso. A iniciativa foi motivada pelo levantamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE), que mapeia a situação dos 142 municípios mato-grossenses em relação ao acesso regular e permanente a alimentos de qualidade.
A proposta também resgata uma iniciativa que marcou a gestão do parlamentar como prefeito de Cuiabá, que foi a construção do Restaurante Popular, em 2007, onde permanece em funcionamento e oferece diariamente mais de mil refeições ao preço de R$ 2,00. “Eu construí esse restaurante e atendia uma antiga reivindicação da classe trabalhadora, principalmente dos assalariados que acabavam investindo parte do pequeno salário em alimentação. O restaurante ajuda muitas pessoas, gente humilde e a comida é muito boa”, destacou.
Conforme a justificativa da emenda apresentada pelo deputado, o objetivo é expandir o atendimento à população em situação de insegurança alimentar e promover a integração entre as políticas de assistência social, segurança alimentar, desenvolvimento rural e inclusão social. A proposta busca fortalecer a atuação do Estado no enfrentamento à pobreza e à exclusão social.
Para Wilson Santos, investir em alimentação de qualidade também pode contribuir para reduzir a pressão sobre os serviços públicos de saúde. “Economiza na conta da saúde, alimentando bem, vai menos a uma unidade de saúde. É importante reduzir as desigualdades sociais e a proteção das famílias em situação de vulnerabilidade”, comentou.
O PLDO 2027 prevê receita líquida de R$ 42,1 bilhões e impacto estimado em R$ 862,6 milhões. O projeto segue para análise das emendas parlamentares. Após essa etapa, as propostas aprovadas integrarão a redação final da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2027.
Fonte: ALMT – MT
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