RAÇA MOTORIZADA
Participantes do Rally Ecológico traçam estratégias do evento
Competição acontece em 20 de novembro próximo
Esporte
A Prefeitura de Cuiabá, junto com a Comissão Organizadora do Rally Ecológico 2021, a cargo do Sportsmotor Clube de Automobilismo, reuniu os parceiros oficiais do evento na tarde dessa sexta-feira (23), para o brieffing geral. O encontro ocorreu na Orla do Porto, em Cuiabá, onde será dada a largada daqui a quatro meses, em 20 de novembro.
Antes da largada da 13ª Edição da maior prova de regularidade de Mato Grosso é preciso discutir com as autoridades as medidas de segurança e logística; por isso foram convidados o diretor de trânsito da Semob, Michel Diniz, os secretários de turismo, Oscarlino Alves, de Cultura de Esportes, Carlina Jacob, de Meio Ambiente, Renivaldo Nascimento, Abel Nascimento, da secretaria de serviços urbanos, da Sema-MT, Mauren Nazareth, a engenheira florestal Rosiani Carnaíba, do Juvam, além é claro de representantes da Prefeitura de Várzea Grande e os diretores do evento, Luiz Galvan e Haroldo Pires.
No encontro foi definido o local exato do plantio simbólico, no dia da largada e as espécies e quantidade de mudas de árvores nativas escolhidas.
“A partir do dia 21 de setembro (Dia da Árvore), a Rede de Postos Morada receberá doações de alimentos não perecíveis para a campanha ‘Mãos Solidárias’. Cada doador ganhará uma muda de árvore. Ou seja: a meta é arrecadar, no mínimo, 10 mil quilos de alimentos”, disse Luiz Galvan, diretor geral do Rally Ecológico.
A logística ficará a cargo da Águia Sul Transportes — parceira das ações ambientais do Rally Ecológico, e a divulgação e mobilização, será com o Grupo Gazeta e o Rally Ecológico.
Lançamento
O lançamento da 13ª edição do Rally Ecológico será no dia 21 de setembro, na sede do Grupo Gazeta de Comunicação e as doações começam na mesma data nos dez postos da rede de Postos Morada/ Shell.
As inscrições para o Rally Ecológico 2021 serão abertas no dia 21/9, pelo site www.cronorally.com.br, para as categorias motos e Big-Trail, e carros (4×4 Máster, Expedition, Turismo 4×2 e UTV’).
A largada será na Orla do Porto, em Cuiabá (MT), com chegada no Kyalami Wake Park..
O Rally Ecológico/2021 tem o patrocínio da rede de Postos Morada/Shell, Energisa, com apoio das Prefeituras de Cuiabá e Várzea Grande, Governo do Estado/Sael, Sema, Reolon Seguradora, Elitte Multiserviços, D’Rent a Car, CDL Cuiabá, Juvam, Águia Sul Transportes e Grupo Gazeta.
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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