ALMT
Ser Família Emergencial é prorrogado; emenda de Russi garante cursos gratuitos
A proposta do presidente da Assembleia Legislativa garantiu a vinculação do recebimento do auxilio à realização de um curso de qualificação
Política
Os deputados estaduais aprovaram, na sessão ordinária desta segunda-feira (19), a mensagem nº120/2021 do Poder Executivo que prorroga o pagamento do Ser Família Emergencial em Mato Grosso. A emenda modificativa 02 do Projeto de Lei (PL) nº 602/2021, proposta pelo presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) deputado Max Russi (PSB), também foi aprovada e garante a vinculação do recebimento do auxilio à realização de um curso ofertado pelo município, Estado ou entidade sem fins lucrativos, com carga horária mínima de 20 horas.
Outra proposta do deputado, também acatada pelo Parlamento, vai possibilitar a inclusão do Ser Família Emergencial ao Ser Família, até mesmo a soma dos montantes. O programa é gerenciado pela Secretaria Adjunta de Programa e Projetos Especiais e Atenção à Família da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc) e composto por cartões que atenderão grupos específicos e também famílias em situação de vulnerabilidade social.

Foto: Secom ALMT
Max Russi, que foi um dos articuladores junto ao governo estadual para a execução dos programas de transferência de renda, comemorou a aprovação de ambas a medidas. “A pandemia ainda está muito presente em nosso estado e essas medidas são necessárias para que possamos continuar amparando as famílias em situação de vulnerabilidade. Ofertar cursos de qualificação é levar mais esperança a essas famílias”, avalia.
Na proposta do Executivo estadual, o valor mensal de R$ 150 reais deverá ser creditado na conta das famílias beneficiadas de agosto a setembro de 2021. Já a partir de outubro, serão pagos R$ 200 reais, bimestralmente, até dezembro 2022.
Outra alteração prevista pela proposta do governo é com relação ao requisito da renda per capita de cada família, que é de R$ 89 reais, que poderá ser ampliado mediante decreto governamental.
O Ser Família Emergencial é um programa de distribuição de renda concedido por meio de parceria com a Assembleia Legislativa. Ao todo, estão aportados investimentos na ordem de R$ 75 milhões nesse programa, sendo R$ 10 milhões disponibilizados pelo Legislativo por meio de devolução de parte do duodécimo.
Max Russi atua fortemente no social, desde sua primeira legislatura. O presidente do Parlamento considera a sensibilidade do Executivo e o olhar da primeira-dama Virgínia Mendes como essenciais para que esse auxílio financeiro alcance o máximo de famílias em situação de vulnerabilidade e que ainda não tenham sido contempladas por nenhuma rede de proteção social.
“Chegar a essas mais de 100 mil famílias que estão passando por uma difícil situação, ainda mais com os efeitos dessa pandemia, tem sido um grande desafio. Trabalhar pelo social é algo que precisa da união entre todos os poderes para que possamos atingir ao máximo de pessoas com o auxílio, mas também com oportunidade”, reforçou.
Política
Gaeco investiga denúncia de que Tião da Zaeli teria financiado eleição de Wanderley em VG
O ex-vice-prefeito de Várzea Grande Tião da Zaeli é citado em uma denúncia encaminhada ao Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) como suposto financiador da eleição de Wanderley Cerqueira à presidência da Câmara Municipal. Segundo o relato, o apoio teria como objetivo garantir vantagens para três empresas com interesses no município. A suspeita integra o inquérito da Operação Cathedra Venalis, deflagrada na terça-feira (20), que apura possíveis crimes de corrupção, extorsão e compra de votos no Legislativo.
Conforme o Relatório de Informações nº 03/2026, o denunciante afirmou ter participado de uma reunião com o vereador Kleberton Feitoza em 2024, antes da posse da prefeita eleita Flávia Moretti (PL). Na ocasião, Kleberton teria mencionado a participação de Tião da Zaeli no financiamento da disputa pela Mesa Diretora, com a intenção de garantir a eleição de Wanderley e fortalecer a influência do grupo sobre decisões da administração municipal.
A denúncia cita três empresas que, segundo o relato, poderiam ser beneficiadas pela articulação: a WR Cerqueira Construtora Ltda., apontada pelo denunciante como pertencente a um filho de Wanderley; a União Transporte e Turismo Ltda., responsável pelo transporte coletivo de Várzea Grande; e a Construtora Nhambiquaras Ltda. A suspeita é de que o apoio à eleição do presidente da Câmara estaria relacionado à obtenção de vantagens junto ao Executivo municipal.
Denúncia menciona possível plano contra a prefeita
O relato encaminhado ao Gaeco também levanta a hipótese de que a articulação política teria como objetivo afastar Flávia Moretti do comando da Prefeitura. De acordo com o denunciante, o grupo buscaria controlar a Mesa Diretora para viabilizar a abertura de um processo político-administrativo que pudesse resultar na cassação da prefeita.
Nesse cenário, a intenção inicial seria permitir que Tião da Zaeli assumisse o Executivo municipal. Ainda conforme a denúncia, após a renúncia dele ao cargo de vice-prefeito, o suposto plano teria sido alterado, passando a considerar Wanderley como possível beneficiário da linha sucessória.
As informações fazem parte das hipóteses investigadas e não comprovam que tenha existido uma articulação efetiva para afastar a prefeita ou alterar o comando da administração municipal.
A Operação Cathedra Venalis também reúne relatos sobre supostos pagamentos mensais a parlamentares, ofertas de dinheiro em troca de votos e pressões políticas relacionadas à eleição da Mesa Diretora. Entre os alvos das diligências estão vereadores de Várzea Grande e os parlamentares de Cuiabá Ilde Taques e Alex Rodrigues.
O Gaeco busca esclarecer se houve financiamento ilícito da disputa e se interesses econômicos teriam influenciado a composição do comando do Legislativo municipal.
Até o momento, o relatório citado não comprova que Tião da Zaeli tenha financiado a eleição de Wanderley, que as empresas mencionadas tenham participado de irregularidades ou que tenha sido executado um plano para cassar Flávia Moretti. As informações têm como base o relato de um denunciante e dependem de confirmação por outras provas no decorrer da investigação.
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