Mato Grosso
Sinop: Polícia Civil identifica grupo criminoso envolvido em roubos e homicídio
Mato Grosso
Da Redação
A Polícia Judiciária Civil avança nas investigações contra um grupo criminoso envolvidos em vários cries de roubos a comércios e propriedades rurais no município de Sinop (500 km ao Norte da Capital). O mesmo grupo seria responsável por um homicídio, ocorrido no último dia 07 de dezembro, em que o corpo da vítima foi carbonizado dentro de um veículo.
Os trabalhos resultaram na prisão de Douglas Rodrigo Neves dos Santos, apontado como um dos integrantes de quadrilha. Ele foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo e munições e também estava com mandado de prisão em aberto por outro crime.
As investigações iniciaram para apurar diversos roubos realizados em estabelecimentos comerciais e imóveis rurais na região. De acordo com as investigações, os integrantes do grupo são extremamente violentos e utilizam armas de fogo para a prática dos crimes.
Segundo o delegado, Ugo Ângelo Reck Mendonça, o grupo é responsável por pelo menos 4 roubos ocorridos recentemente em Sinop e região.
“Eles praticaram o roubo a uma fazenda na cidade de Feliz Natal, ocorrido no dia 15 de novembro. Na ocasião, os criminosos subtraíram mais R$ 225 mil em produtos agrícolas que haviam chegado à propriedade no dia anterior”, disse o delegado.
Na ocasião, o gerente e um funcionário da fazenda foram rendidos pelos criminosos e obrigados a carregar o veículo com os defensivos. Durante as investigações, vários produtos roubados pelos suspeitos foram recuperados em ações da Polícia Civil e Militar.
Os produtos roubados foram localizados dias depois pela Polícia Militar, em uma casa no bairro Vila Santana, em Sinop, ocasião em que foram apreendidos 27 galões de 20 litros de veneno.
Na quarta-feira (11), os policiais da Delegacia Regional de Sinop realizaram buscas em uma residência, onde apreenderam diversos produtos roubados de propriedades rurais, como máquina de solda, compressores, cabos de energia, ferramentas e uma chave de veículo Landrover.
Homicídio
O grupo também estaria envolvido com o homicídio que vitimou, Augusto Marinho Ferreira, no último dia 07 de dezembro, quando o corpo da vítima foi encontrado dentro de um veículo carbonizado.
A suspeita é que a vítima fazia parte do grupo e foi morta após uma discussão pela divisão dos bens. As investigações seguem em andamento pela Divisão Especializada de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP) de Sinop.
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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