Polícia
Aeronave do Cioaper de MT será transferida para voar em unidade de Pernambuco
Devido a modernização da frota mato-grossense, comandantes das duas unidades trataram da transferência autorizada pela Justiça
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Depois de 14 anos, o Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) deixa ser fiel depositário da aeronave KCL, um dos primeiros aviões da frota da unidade, que vai passar a voar no Grupamento Tático Aéreo do Estado de Pernambuco (GTA/PE), que está iniciando a aviação de asa fixa. A transferência da aeronave foi tratada entre os coordenadores dos centros de operações aéreas dos dois estados, com aval das Secretarias de Segurança Pública e os Governos.
Em decisão na quarta-feira (07.07), o juízo da 3ª Vara Federal de Campo Grande (MS) determinou que a aeronave monomotor de Marca Cessna, Modelo 210L, inscrita sob a matrícula PT-KCL, deixe a frota do Ciopaer transferindo a cautela e operação para a unidade de Operações Aéreas Pernambuco.
A aeronave KCL realizou o primeiro voo pelo Ciopaer em abril de 2007. Com mais de 3.000 horas de voo em prol da segurança pública de Mato Grosso, o avião contribuiu em diversas missões de combate ao tráfico de drogas, transporte de servidores, fiscalizações ambientais e, recentemente, no transporte de vacinas.
Devido aos grandes investimentos do Governo de Mato Grosso na modernização da frota do Ciopaer com aeronaves de maior velocidade, alcance e poder de carga de produtos e passageiros, ficou definido que a aeronave seria disponibilizada a ser utilizada em novos ares.
“Agradecemos à Justiça Federal, que nos concedeu a operação dessa brilhante máquina durante esse período, ao Governo do Estado de Mato Grosso e à Sesp, a Saiop (Secretaria Adjunta de Integração Operacional), que trabalharam junto aos servidores do Ciopaer para que a aeronave se mantivesse conservada e operante, bem como aos irmãos pernambucanos, que demonstraram total interesse em dar continuidade à história dessa máquina em prol da sociedade brasileira”, disse o comandante do Cioaper, coronel PM Juliano Chiroli.
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Chico Guarnieri é o 5º candidato mais multado do país por desmatamento
O deputado estadual Chico Guarnieri (PSDB), que busca a reeleição este ano, aparece como o quinto candidato mais multado do Brasil por infrações ambientais desde 2023, segundo levantamento realizado pela Agência Tatu em parceria com o Intercept Brasil. A pesquisa identificou 49 candidatos de 15 partidos que, juntos, acumulam R$ 15,5 milhões em multas aplicadas pelo Ibama.
De acordo com o levantamento, Guarnieri recebeu uma autuação de R$ 970 mil por suposto desmatamento de 194 hectares sem autorização em uma propriedade localizada em Barra do Bugres, na região Médio-Norte de Mato Grosso. A área está inserida no bioma Amazônia.
Com o valor, o parlamentar tucano ocupa a quinta posição no ranking nacional de candidatos com maiores autuações ambientais. O levantamento também aponta que o PL concentra o maior número de nomes na lista: 13 candidatos do partido somam aproximadamente R$ 6 milhões em multas ambientais nos últimos três anos.
Defesa contesta autuação
A defesa de Chico Guarnieri, no entanto, questiona administrativamente a autuação do Ibama e contesta a dimensão da área apontada pelo órgão ambiental.
Segundo os advogados, durante a fiscalização teriam sido identificados apenas cerca de nove hectares dentro de área de preservação, número significativamente inferior aos 194 hectares considerados na autuação.
A defesa também sustenta que, posteriormente, a propriedade teve o Cadastro Ambiental Rural (CAR) validado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), sem registro de passivo ambiental.
O episódio ganha peso político em meio à campanha eleitoral de 2026. Guarnieri tenta renovar o mandato na Assembleia Legislativa e, no início desta semana, ganhou um importante aceno político ao receber o apoio público do senador Flávio Bolsonaro, durante visita do presidenciável a Campo Novo do Parecis.
A situação, portanto, coloca o candidato tucano em uma posição de atenção justamente em um momento de disputa eleitoral, ao mesmo tempo em que sua defesa busca reverter administrativamente a penalidade aplicada pelo órgão ambiental.
Até o momento, trata-se de uma autuação administrativa contestada pela defesa, e não de uma condenação definitiva por crime ambiental.
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