Política
Mauro Mendes: “Conseguimos soerguer MT de uma situação bem ruim”
Governador lembrou a delicada situação financeira que encontrou ao assumir o comando de MT: “Só dívidas e problemas”
Política
Ao assinar hoje (8) com a CEF – Caixa Econômica Federal termo aditivo de contrato para a retomada e conclusão de 2,7 mil casas populares, unidades distribuídas em Várzea Grande, Lucas do Rio Verde e Sinop, o governador Mauro Mendes (e) destacou se sentir realizado por poder empreender obras tão sonhadas pela população. Realidade, disse, bem diferente daquela que encontrou ao assumir o comando do Estado, quando tudo estava paralisado por falta de recursos, além de dívidas monstruosas com fornecedores e folhas salariais atrasadas com o funcionalismo público. Sequer as viaturas policiais deixavam os quartéis, por falta de combustível, recorda o gestor estadual.
“É preciso voltar os olhos para esse passado recente, atitude essencial para termos clara noção dos avanços que puderam ser consolidados. MT se encontrava debilitado de todas as formas ao assumirmos o governo, cenário público gravemente endividado e sem perspectivas de melhoras. Difícil até saber por onde começar para consertar tantos estragos. Porém, graças à determinação de toda a minha equipe, aliada à importante força institucional parceira, a exemplo da Assembleia Legislativa e outras instituições, conseguimos superar tais barreiras e avançar positivamente. Os bons resultados têm surgido, desde então”.
Mendes disse ter observado na ocasião que apenas o governo estadual vivenciava dificuldades críticas, pois os municípios estavam com seus encargos em dia. “Evidente que havia algo errado no âmbito governamental estadual. Reunidos com a AL, debatemos isso intensivamente durante semanas, e as luzes de uma breve solução foram finalmente surgindo. Os deputados endossaram nosso projeto de reforma, o que foi vital para a retomada do equilíbrio financeiro do Estado. A partir daí, começamos a reconstruir firmemente a história de Mato Grosso, atualizando os repasses obrigatórios aos municípios, atrasados há 11 meses, inclusive com impacto fulminante na área de Saúde. Foi um trabalho de conta-gotas, bem minucioso, porém lúcido e determinado. Hoje, já colhemos bons frutos disso. Sinto-me deveras orgulhoso por ter virado essa página triste da história de MT”.
Ao sublinhar disposição para continuar administrando o Estado em ritmo estruturalmente avançado, conforme é o desejo dos munícipes e tem sido sua atuação, Mauro Mendes agradeceu na cerimônia o trabalho que a CEF realiza em MT em frentes diversas, não somente no âmbito habitacional. “A CEF é uma das nossas parceiras tradicionais, somando forças com outros aliados de destaque (ALMT, Câmara Federal, Câmaras Municipais, Senado da República, Judiciário) e iniciativa privada. Há uma união para que mais empreendimentos aconteçam em MT e atendam sua população de forma satisfatória. Agora, posso afirmar que MT saiu das sombras para ser iluminado por sol progressista”.
Política
Projeto permite que cooperativas de energia ampliem área de atuação
O Projeto de Lei 367/26 permite que cooperativas que atuem como autorizadas na distribuição de energia elétrica solicitem à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) a mudança para a categoria de permissionárias de serviço público. A alteração poderá ampliar a área e o tipo de consumidores atendidos por essas cooperativas. A proposta está em análise na Câmara dos Deputados.
Hoje, as cooperativas sob o regime de autorizadas atendem consumidores em áreas rurais e não podem expandir sua atuação para áreas urbanas, mesmo quando essas regiões crescem e passam por mudanças econômicas e populacionais.
O autor do projeto, deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), afirma que as restrições atuais de operação “não condizem com a realidade das regiões atendidas”, pois impedem que as cooperativas acompanhem o crescimento de sua área de atuação e comprometem a sustentabilidade do modelo cooperativista.
Segundo o deputado, a mudança também permitirá tratamento regulatório mais equilibrado entre cooperativas que exercem funções semelhantes no setor elétrico, mantendo a competência da Aneel para avaliar cada pedido.
Próximos passos
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Minas e Energia; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.
Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Roberto Seabra
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