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Jayme defende cautela na discussão para candidatura ao senado

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da Redação

O senador democrata, Jayme Campos, afirmou em entrevista que hoje existem pelo menos 41 pré-candidatos que sonham em assumir o cargo. Segundo Campos é necessário ter cautela nas tomadas de decisões sobre em relação as eleições suplementares, mesmo sem entrar em detalhes, o senador garante que seu partido deve apresentar um candidato para o cargo.

O nome do ex-senador e ex-governador de Mato Grosso, Júlio Campos, vem ganhando força desde o anuncio que o Estado poderia ter novas eleições para o senado. Em uma confraternização do Democratas realizada na última sexta-feira (13), foi notado a presença de faixas com dizeres de apoio a candidatura de Júlio Campos, isso mostra, que pelo menos uma parte da base do partido, defende de fato que Mato Grosso possa ter dois irmãos no Senado Federal.

Jayme ressaltou que o acordão realizado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deverá ser publicado apenas em fevereiro, após ser publicado, a decisão irá para a Mesa Diretora do Senado e lá o presidente pode segurar até 90 dias para realizar a leitura e assim cassar definitivamente o mandato de Selma Arruda.

“O acórdão [decisão do tribunal] deve ficar para o mês de fevereiro. Depois de ser publicado isso irá para Mesa Diretora do Senado e lá o presidente tem a prerrogativa de ler de imediato ou esperar 10, 15, 50 ou 90 dias. Somente depois de lido é que ela será oficialmente cassada. Depois disso é que poderá ser marcado a data de uma nova eleição, porque não há velório sem ter o defunto.  Após ser marcada a eleição vamos ver quem vão ser os candidatos. Pelo que eu já tenho ouvido, já existem candidatos para dar, vender, emprestar e alugar. Eu estava batendo papo com amigos e somamos mais ou menos 41 pré-candidatos”, disse o senador, assegurando que o DEM entrará na briga após conversar com os partidos aliados.” Afirmou o senador.

O TSE confirmou a cassação do mandato da Senadora Selma Arruda (Podemos) no último dia 10 de dezembro por seis votos a um. A defesa da senadora deve ir ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar barrar a decisão.

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Eleições de 2026 têm menos de 2% de candidatos LGBTQIAPN+

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Pela primeira vez nas eleições gerais, as estatísticas eleitorais feitas com dados fornecidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) trazem os dados sobre a orientação sexual e a identidade de gênero dos candidatos. Os números divulgados até a tarde de terça-feira (18) revelam que, dos 20.575 candidatos registrados, 1,93% se declararam bissexuais, gays, lésbicas, pansexuais ou assexuais. Os que se declararam transgênero representam 0,51% do total de candidaturas.

Os números divulgados TSE revelam, ainda, um aumento no percentual de candidatos com deficiência, indígenas e de origem asiática com relação a 2022. O percentual de brancos, pretos e pardos registrou pequenas variações.

Os dados fazem parte das estatísticas de candidaturas disponíveis na página do TSE. Os números ainda não são definitivos e podem sofrer variações à medida que os pedidos de candidatura são avaliados pelo tribunal.

Declaração opcional

A inclusão dos campos de orientação sexual nos formulários de registro de candidatura começou em 2024, nas eleições municipais. Esta é a primeira vez que esse tipo de estatística aparece nas eleições gerais, para os cargos de presidente, governador, senador e deputado federal, distrital e estadual.

A declaração é opcional. A maioria dos candidatos optou por declarar sua orientação, mas o número dos que não declararam ainda é próximo da metade. No total, 55,09% optaram por declarar e 44,91% de candidatos que optaram por não preencher esses dados. Já a informação sobre a identidade de gênero foi compartilhada por 57,75% dos candidatos, contra 42,25% que não quiseram informar.

Entre os candidatos que declararam orientação sexual, 3,58% são LGBTQIAPN+. Quando considerado o número total de candidatos da eleição geral de 2026, de 20.575 registrados, o percentual de candidatos LGBTQIAPN+ cai para 1,93%

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Já os que se identificam como transgênero representam 0,89% dos candidatos que optaram por preencher esse dado. Quando considerado o total de candidaturas, 20.575, o percentual de candidatos trans cai para 0,51%. O total de candidatos que declararam nome social é de 53 pessoas.

20260819_candidaturas_minorias_identidade_genero.jpg

No recorte racial, os percentuais de 2026 ficaram parecidos com os da última eleição geral. Os brancos ainda são maioria e somam 48,82 % do total de candidatos. O percentual de pardos (36,11%) e de pretos (13,62%) registrou leve variação negativa, enquanto o percentual de indígenas aumentou 0,64% para 0,93%. A variação, de 0,29 ponto percentual, representa um aumento de 45%. Já entre os que, segundo o TSE, se declararam amarelos, o índice subiu 26%.

20260819_candidaturas_minorias_etnia.jpg

O número de pessoas com deficiência que se candidataram a um cargo nas eleições de 2026 também aumentou com relação ao pleito de 2022. Na eleição passada, esse número era de 476 candidatos, que representavam 1,62% do total. Agora são 499 pessoas com deficiência na disputa, que representam 2,42% do total de candidatos. O crescimento no índice foi de 0,8 ponto percentual, o que equivale a 49%.

Dos 499 candidatos com deficiência que concorrem nas eleições de 2026, a maior parte é de pessoas com deficiência física, 39,7%. Em seguida, vêm os candidatos com deficiência visual (21,7%), autismo (14,2%), deficiência auditiva (10,89%). O restante, com outras deficiências, soma 14% do total.

20260819_candidaturas_minorias_deficientes.jpg

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



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