Política
Prefeito Emanuel: “Além da Saúde, vários fatores sustentam a ótima performance da Prefeitura de Cuiabá”
Prefeito Emanuel Pinheiro discorreu sobre as medidas adotadas pela Municipalidade para imunizar a população contra a Covid-19
Política
O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, comemorou hoje (7) a aprovação das contas da Prefeitura de Cuiabá pelo Pleno do Tribunal de Contas de Mato Grosso, exercício relativo a 2019. Segundo ele, vários fatores sustentam essa ótima performance de Cuiabá perante os olhos fiscais do Estado e da própria sociedade. Um dos destaques dessa aprovação, observa, já começa pelo empenho da Municipalidade no enfrentamento à Covid-19, especialmente na imunização abrangente da população. A escolha dos componentes do Vacina Cuiabá, formada por equipe que Pinheiro qualifica de extraordinária, enquadra-se aí.
“Trata-se de um grupo bem dedicado, liderado por duas grandes técnicas, servidoras efetivas da Saúde Pública Municipal: Valéria Oliveira [que, inclusive, ficou viúva recentemente, marido vítima da Covid-19), e Flávia Guimarães. São técnicas que fazem realmente muita diferença. Em segundo lugar, o planejamento: tudo foi devidamente planejado, desde à centralização dos trabalhos de vacinação no Centro de Eventos do Pantanal, até a abertura gradativa dessa atividade, em parceria com outros Poderes e instituições. Fomos assim abrindo mais espaços e garantindo toda a organização e comodidade em respeito aos munícipes, de uma forma em geral”.
Conforme Pinheiro, o momento que o país e o mundo vivem, de enfrentamento ininterrupto à pandemia, exige muito esforço concentrado, pois qualquer erro pode ser drástico nesse cenário, representando até mesmo perda de vidas. E vidas, acentuou, é o bem mais precioso da humanidade. “Tudo faremos para preservá-las, não poupando esforços neste sentido”.
“Não entramos em concorrência oportunista”
Também foi salientado por ele a decisão da Prefeitura de Cuiabá de não entrar em concorrência oportunista com relação à primeira e segunda doses. Ou seja: não permitir, em Cuiabá, que se utilizasse a segunda dose como forma de melhorar o ranking da primeira dose. “Desde o primeiro momento, a segunda dose é sagrada em Cuiabá. Constitui-se em patrimônio de quem recebeu a primeira dose. Então, proibimos terminantemente que a segunda dose fosse utilizada dessa forma. O que ocorreu, aliás, na maioria das capitais e outras cidades brasileiras. Fomos muito criticados e incompreendidos num primeiro momento; mas, depois, tivemos o reconhecimento da sociedade”.
Em paralelo a tal decisão, focada sempre em preservar a saúde e bem-estar da população, o prefeito Emanuel Pinheiro afirmou que sua gestão tem atuado firmemente, promovendo monitoramento geral de todas as ações do Palácio Alencastro. “Há participação harmônica de todos os meus colaboradores, para que as coisas efetivamente aconteçam da melhor forma possível, dentro da linha de planejamento traçada com muito cuidado. Afinal, trabalhamos por Cuiabá e seus habitantes, e, nesse aspecto, envolvemos cada setor da sociedade, pois é importante ouvir o outro lado, não apenas bater martelo sobre determinado assunto”.
Emanuel citou estar seguindo criteriosamente o Plano Nacional de Imunização em respeito aos grupos prioritários, mas também abriu diálogo por entender que existem outros grupos/atividades expostos na linha de frente, que necessitam de idêntica atenção. “Entre eles, podemos citar os jornalistas, assistentes sociais, trabalhadores do transporte coletivo, limpeza urbana, coleta de lixo, e várias outras atividades que contemplamos por entender que merecem prioridade na vacinação. Isso criou um clima de compreensão maior, de apoio da sociedade ao trabalho sério, planejado e correto que a Prefeitura de Cuiabá desenvolve para imunizar sua população. Hoje, Cuiabá inteira reconhece que nossa administração tem esse foco determinado de melhorar a cidade e proporcionar melhor qualidade de vida a quantos nela habitam, incluindo as áreas distritais. E vamos seguir essa linha até o último dia do nosso mandato”.
Política
Assembleia Legislativa instala Câmara Setorial para ampliar atendimento às pessoas com obesidade
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) instalou, nesta quinta-feira (22), a Câmara Setorial Temática (CST) de Atenção à Obesidade no Estado de Mato Grosso. A iniciativa, proposta pelo deputado estadual Eduardo Botelho (União Brasil), atende a uma solicitação da Associação Mato-grossense de Obesidade (AMO) e tem como objetivo discutir e propor políticas públicas para melhorar a prevenção, o tratamento e o acompanhamento das pessoas com obesidade. A instalação ocorreu na Sala de Reuniões das Comissões “Deputado Oscar Soares”.
Criada por meio do Requerimento nº 532/2026 e constituída pelo Ato nº 0752/2026, a CST terá prazo de funcionamento de 180 dias, prorrogável por igual período. Nesse período, os membros deverão estudar os principais problemas enfrentados pelos pacientes, avaliar os serviços disponíveis na rede pública de saúde e apresentar propostas que possam ampliar o acesso ao tratamento e garantir melhor qualidade de vida à população.
Uma das principais preocupações apresentadas durante a instalação foi a dificuldade de acesso às cirurgias reparadoras, procedimentos realizados para retirar o excesso de pele após uma perda significativa de peso, especialmente entre pacientes que passaram pela cirurgia bariátrica.
A presidente da CST e da Associação Mato-grossense de Obesidade (AMO), Juvelina de Campos Nunes, destacou que, embora Mato Grosso tenha avançado na oferta de cirurgias bariátricas, muitos pacientes continuam enfrentando dificuldades para concluir o tratamento.
Segundo ela, somente nos últimos dois anos, o Hospital Metropolitano, em Várzea Grande, realizou cerca de cinco mil cirurgias bariátricas. O número, apresentado pela representante da associação, reforça a preocupação com a demanda por procedimentos reparadores nos próximos anos.
“Hoje temos vários hospitais que realizam a cirurgia bariátrica, mas existe uma lacuna muito grande no tratamento. A pessoa emagrece, passa por todo o processo de recuperação, mas o que ela vai fazer com o excesso de pele? Essa é uma parte muito dolorosa, que afeta a autoestima, os relacionamentos e a vida social. Precisamos que o poder público compreenda que a cirurgia reparadora também faz parte desse tratamento”, afirmou Juvelina.
A presidente relatou ainda que, conforme levantamento realizado por ela em 2023, havia mais de cinco mil pacientes na fila por cirurgias reparadoras no Hospital Municipal de Cuiabá. Para Juvelina, a dificuldade de acesso aos procedimentos pode provocar sofrimento emocional e isolamento social, principalmente entre mulheres.
A luta também faz parte da história pessoal da presidente da AMO. Após chegar aos 165 quilos, Juvelina passou por uma cirurgia bariátrica em 2004 e conseguiu reduzir significativamente o peso. Entretanto, precisou recorrer à rede privada e a ações judiciais para realizar parte das cirurgias reparadoras.
“Eu tive a oportunidade de fazer as minhas cirurgias, mas não desisto dos meus associados que não têm essa condição. Precisamos trazer para o legislador a nossa dor, as nossas necessidades e dificuldades. Se não mostrarmos essa realidade, como vão saber que estamos sofrendo e que precisamos de políticas públicas? “, questionou.
Prevenção e tratamento – Além das cirurgias reparadoras, a CST pretende discutir ações de prevenção à obesidade desde a infância, incentivo à alimentação saudável e ampliação das alternativas de tratamento, incluindo o acompanhamento médico e o uso de medicamentos quando indicados.
Durante a reunião, o médico Hélio Marcelo Pesenti Sandrin, especialista em Cardiologia e Clínica Médica, destacou que a obesidade é uma doença crônica que exige atenção contínua e pode contribuir para o desenvolvimento de diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares.
Ele também defendeu que o enfrentamento da obesidade não fique restrito aos procedimentos cirúrgicos ou ao uso de medicamentos emagrecedores, mas inclua diagnóstico precoce, acompanhamento profissional e ações educativas.
“As canetinhas vieram para ajudar, mas não vão fazer milagres. Precisamos compreender que a obesidade é uma doença séria, que deve ser controlada. É fundamental trabalhar a prevenção e garantir que essas pessoas tenham acompanhamento adequado”, ressaltou Sandrin.
A procuradora aposentada do município de Cuiabá, Sônia Cristina Mangoni de Oliveira Lelis, integrante da CST, chamou a atenção para o preconceito enfrentado pelas pessoas com obesidade e para os impactos emocionais provocados pela cobrança de padrões estéticos.
“Infelizmente, nossa sociedade ainda é muito gordofóbica. Muitas pessoas deixam de participar de atividades e de conviver socialmente porque não se sentem bem com a própria aparência. Precisamos lutar pelos direitos dessas pessoas e garantir que tenham acesso ao atendimento de que necessitam”, afirmou.
O médico Gunther Peres Pimenta, membro titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, e o delegado Bruno Lima Barcellos, relator da CST, participaram de forma virtual e colocaram suas experiências profissionais à disposição dos trabalhos da Câmara Setorial.
Composição da CST:
Presidente: Juvelina de Campos Nunes – Presidente da Associação Mato-grossense de Obesidade – AMO.
Relator: Delegado Bruno Lima Barcellos.
Secretária: Silvana Aparecida Gadani de Arruda – Vice-Presidente da AMO.
Membros:
1. Dr. Gunther Peres Pimenta – CRM 3196, RQE 380 e 8327 – Titular do Colégio de Cirurgiões e Titular da
Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica;
2. Dr. Regis Vilela Leal – CRM-MT 6233, RQE 2966/5171/5520/6254 – Titular do Colégio Brasileiro de
Cirurgiões e Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica;
3. Dr. Tarsis Miyabara – CRM 7860, RQE 4555 – Titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, com atuação em
cirurgia videolaparoscópica, cirurgia bariátrica e metabólica e cirurgia robótica;
4. Dr. Ismael Carvalho – CRM/MT 3985, RQE 2481 – especialista em Cirurgia Plástica;
5. Dr. Hélio Marcelo Pesenti Sandrin – CRM-MT 1047, RQE 6867/6866/2510/6823 – especialista em
Cardiologia e Clínica Médica, com atuação também em Medicina Intensiva e Pneumologia;
6. Dr. Marcus Antônio Godoy – Cardiologia – CRM-MT 3499 / RQE 1562;
7. Dra. Sônia Cristina Mangoni de Oliveira Lelis – Procuradora Municipal – OAB/MT 3942;
8. Antero Paes de Barros Neto – radialista e jornalista.
Fonte: ALMT – MT
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