Mato Grosso
Polícia deflagra “Operação Nostradamus” e apreende drogas e arma em Sapezal
Mato Grosso
Da Redação
A Polícia Militar (PM) deflagrou no sábado (14) e no domingo (15) a “Operação Nostradamus” na cidade de Sapezal (530 km de Cuiabá), a operação tem como objetivo coibir delitos que possam ser cometidos, além de apreensão de drogas e armas, assim como outros produtos ilícitos.
De acordo com as informações, a operação envolveu 26 agentes da segurança pública do Estado, além de agentes da Delegacia de Polícia Judiciária Civil (PJC) e de policiais do 6º Companhia da Polícia Militar (PM) de Sapezal, ainda participaram da ação, policiais da Força Tática do 7º Comando Regional de Tangará da Serra, agentes do Grupo Especial de Segurança de Fronteira (Gefron) e ainda a participação de profissionais que atuam no Canilfron.
A operação deu início ás 22 horas do sábado e terminou ás 8h do domingo e resultou na apreensão de armas, drogas, dentre outros materiais ilícitos, além disso, foram cumpridos mandados de prisão contra fugitivos da Justiça.
Na região de baixo meretrício, conhecida como Cinzeiro, duas mulheres foram presas em flagrante por tráfico de drogas e associação para o tráfico, uma das mulheres que não tiveram a identidade revelada, ainda foi autuada por favorecimento à exploração sexual de adolescentes. No mesmo local, uma adolescente foi apreendida em flagrante também por tráfico de drogas. Ainda foram lavrados seis termos circunstanciados pelo crime de porte e consumo pessoal de entorpecentes.
Um homem foi preso após ser flagrado conduzindo um veículo automotor sob influência de álcool, um jovem que estava de carona com o motorista também foi preso por desacato a autoridade.
Ainda nas proximidades do local, em um clube onde estava sendo realizada uma festa, os policiais realizaram a prisão do organizador do evento, já que no local, havia vários menores fazendo o consumo de bebidas alcoólicas, além disso, ele foi autuado por perturbação do sossego, além disso, ele possuía dois mandados de prisão em aberto.
Em uma outra região da cidade, outros dois homens foram presos, também em flagrante, pelo crime de tráfico de drogas e associação para o tráfico, um deles foi preso por porte ilegal de arma de fogo.
Ao final da operação, foram apreendidos: 01 revólver calibre 38; 04 munições intactas calibre 38; 02 balanças de precisão; 32 porções de substância análoga a pasta base; 04 porções grandes de substância análoga a maconha; 01 porção de substância análoga a cocaína; e R$ 3.055 em espécie.
Foto: PJC-Sapezal

Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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