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Mutirão do Consumidor abre negociação de dívidas na Câmara de Cuiabá

No evento, a população poderá participar de ações voltadas à educação financeira e negociar dívidas

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Foto: Câmara CBA
A Câmara Municipal de Cuiabá, por meio da Comissão de Defesa do Consumidor e Contribuinte, realizará o “Mutirão do Consumidor”, entre os dias 12 a 16 de julho, na Praça Moreira Cabral – que fica em frente ao Legislativo cuiabano. O evento acontecerá no período da manhã, das 7h30 às 13h30.
O objetivo da ação é dar à população a oportunidade de renegociar dívidas, participar de ações voltadas à educação financeira, entre outras atividades. No evento serão adotadas as medidas de biossegurança para garantir a segurança dos servidores, dos funcionários das empresas e instituições apoiadoras e da população.
“Teremos como base a quitação da dívida das pessoas que têm débitos no mercado, lojas, com a Águas Cuiabá, Energisa, entre outros. Será uma oportunidade para quem quer tirar seu nome do SPC e Serasa”, informou o presidente da Comissão de Defesa do Consumidor e Contribuinte, vereador Rodrigo Arruda e Sá (Cidadania).
O mutirão será realizado em parceria com empresas e outras entidades e autarquias como Procon, Ouvidoria Municipal, Sine, concessionárias de água e esgoto e com a Titânia Telecom com wifi grátis aos participantes e apoiadores.
Confira os trabalhos que serão realizados no mutirão:
Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL): consulta ao SPC e Serasa e orientações sobre educação financeira. 
Águas Cuiabá: serviço de negociação de débitos com parcelamento e valor de entrada diferenciados para o mutirão. Além disso, estarão com ponto de distribuição de água potável para a população atendida. 
Ouvidoria Geral do Município: serviço de acolhimento, recebimento de reclamações trazidas pelos munícipes para os diferentes órgãos e serviços da administração.
Procon Municipal: serviço de negociação e renegociação de débitos. Com o objetivo de ajudar o consumidor a restabelecer o equilíbrio do orçamento doméstico das famílias que estão endividadas e que necessitam manter o nome limpo, sem inscrição em cadastros de proteção ao crédito.
Procuradoria Municipal: serviço de negociação de dívidas de impostos municipais como ISSQN, IPTU, taxas e multas no âmbito municipal. 
Sine da Gente: serviços como balcão de empregos, cadastro e formalização de Microempreendedores (MEI), captação de vagas do comércio local, carteira de trabalho digital e outros.
Energisa: serviço de negociação de débitos.
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Projeto garante remarcação e desistência de passagens sem multa

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O Projeto de Lei 569/26 assegura ao consumidor, em viagens dentro do Brasil, o direito de remarcar ou desistir de passagens de transporte aéreo, rodoviário, ferroviário e aquaviário sem cobrança de taxas, multas ou penalidades.

Pela proposta em análise na Câmara dos Deputados, a remarcação poderá ser feita até 24 horas antes do embarque. O consumidor terá que pagar apenas a eventual diferença entre a tarifa comprada e a disponível no momento da troca.

Reembolso
Apresentado pelo deputado Alencar Santana (PT-SP), o texto também garante ao passageiro o direito de desistir da viagem até 72 horas antes do embarque, com restituição integral do valor pago. O reembolso deverá ser feito em até sete dias.

“O objetivo é assegurar maior equilíbrio nas relações de consumo no transporte de passageiros, garantindo direitos mínimos de remarcação e de desistência sem a imposição de taxas ou de penalidades abusivas”, disse o parlamentar.

Regras para empresas
O projeto proíbe as empresas de impor cláusulas que:

  • restrinjam o direito de remarcação;
  • cobrem taxa ou multa dentro do prazo legal;
  • condicionem a troca da passagem à compra de serviços adicionais não pedidos pelo consumidor.

Válido para todas as tarifas
A proposta também determina que os direitos valerão para todas as modalidades de tarifa, inclusive promocionais, e para passagens compradas em programas de fidelidade ou com outros benefícios concedidos pelo transportador.

O texto prevê ainda que cláusulas contratuais, regulamentos ou práticas comerciais que limitem esses direitos serão nulos.

Em caso de descumprimento, o infrator ficará sujeito às sanções previstas no Código de Defesa do Consumidor, como multa e até suspensão temporária de atividade.

Próximos passos
O projeto será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Viação e Transportes; de Defesa do Consumidor; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, terá de ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Da Reportagem/RM
Edição – Natalia Doederlein



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