Mato Grosso
Homem de 34 anos é preso após oferecer cigarro de maconha para menor
Mato Grosso
Da Redação
A Polícia Militar (PM) prendeu na noite desta segunda-feira (02) no bairro Nova Esperança, em Cuiabá, um homem identificado apenas com as iniciais N.C.B.F., 34 anos, acusado de ter aliciado um adolescente de 17 anos que foi apreendido pelos policiais.
De acordo com as informações, os policiais estavam em rondas pelo bairro, quando receberam uma denuncia de que um homem estaria traficando drogas em frente a um mercado. No momento que os policiais se aproximaram do local, o adolescente saiu correndo quando percebeu a presença da viatura.
O menor adentrou em uma residência e após um acompanhamento foi abordado pelos policiais, durante a abordagem, os policiais constataram que o menor estava visivelmente sob efeito de entorpecentes.
Durante a entrevista pessoal, o adolescente confessou que o maior preso pela polícia havia lhe oferecido um cigarro de maconha, dentro da residência, foi encontrada outra porção da mesma substância.
Diante dos fatos, o suspeito e o menor foram conduzidos até a Central de Flagrantes de Cuiabá, onde foi lavrado um boletim de ocorrência e posteriormente ambos foram apresentados para a Polícia Judiciária Civil (PJC) onde foram tomadas as medidas cabíveis.
O maior deverá responder por aliciamento de menores e tráfico de entorpecentes, não há informações, se o suspeito já possuía passagens pela polícia.
Foto: PM-MT
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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