Mato Grosso
Nesta terça, audiência pública debate PLOA-2020 na Assembleia Legislativa
Mato Grosso
Da Redação
Juntamente com a equipe econômica do governo estadual, os deputados estaduais vão debater a PLOA-2020 numa segunda audiência pública. Conforme informações do presidente do Parlamento, Eduardo Botelho (DEM), um substitutivo integral para comutar o projeto de Lei Orçamentária Anual deve ser encaminhado proximamente à Casa de Leis.
“Tendo em vista que a ALMT derrubou alguns vetos do governo, é previsível a implementação de mudanças no Orçamento. Os vetos envolvem artigos da Lei do Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso. Consequentemente, a derrubada do veto compromete a arrecadação em cerca de R$ 400 milhões do previsto no PLOA”.
Conforme Botelho, o governo oficializou pedido de retirada do PLOA via ofício lido na sessão ordinária do dia 28. “Uma vez que a matéria já foi votada nas comissões e em 1ª votação do dia 27, isso ficou inviável, em termos regimentais”. Uma das saídas, disse, seria o Governo expedir substitutivo integral à AL sem retirá-lo de tramitação.
“O diálogo é o caminho do mais amplo entendimento, e nossa relação com o governo é das melhores possíveis em termos constitucionais. Creio que isso facilita bastante os avanços que desejamos que continuem firmes”.
Em resposta a questionamentos da imprensa acerca da derrubada de vetos nas sessões ordinária e extraordinária de ontem (27), Eduardo Botelho reafirmou que os parlamentares têm total interesse em colaborar naquilo que for melhor para MT e seus habitantes, “não estabelecer impasses desnecessários e que emperrem o andamento de parcerias de foco promissor”. Na qualidade de presidente da Mesa Diretora, ressaltou, os deputados tomaram decisões precisas e sem qualquer direcionamento de recado áspero ao governador Mauro Mendes.
“O deputado tem a prerrogativa de legislar sobre matérias de interesse geral da população. Não exerce o cargo para agradar ou desagradar o governador, que isso fique bem claro. Portanto, as decisões tomadas se baseiam nesse aspecto básico. Na condição de dirigente do Parlamento, respeito o posicionamento da maioria dos colegas, pautado em legislar sempre com democracia absoluta. Por seu lado, entendo que o governo – mesmo não querendo isso – deve respeitar a vontade da maioria. É princípio democrático”.
Botelho calcula que a 2ª votação da PLOA será realizada após o encaminhamento das mudanças propostas pelo governo, o que inevitavelmente incidirá em atraso no cronograma de votação. “Por conseguinte, nós não vamos entrar em recesso, trabalhando janeiro normalmente. O PLOA deve ser votado nesse período”.
Da Redação c/ informações da Secretaria de Imprensa da ALMT
Foto: JL Siqueira
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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