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Casal que fez bebê de um ano como escudo têm identidade revelada

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Mato Grosso

Da Redação

O casal que invadiu um sítio na cidade de Brasnorte (580 km de Cuiabá) foi identificados, os suspeitos após empreenderem fuga utilizaram uma criança de um ano como escudo. Devair Aparecido Araújo, 24 anos e D.T.S.A.S., que é uma menor de 16 anos foram presos pela polícia.

De acordo com as informações, o casal invadiu o sítio e manteve a família como refém, em determinado momento o proprietário do local conseguiu escapar dos criminosos, porém, a esposa e o filho continuaram na mira do casal. Um dos vizinhos, que também havia sido assaltado pelos criminosos percebeu que algo errado estava acontecendo no sítio vizinho e chamou a polícia.

Após roubarem pertences pessoais, o casal pegou um veículo que pertence a vítima e levando a esposa e o filho seguiram sentido a cidade de Sapezal (530 km de Cuiabá), em dado momento os criminosos se depararam com uma viatura da polícia que deu ordem de parada, porém não foi obedecido e os criminosos empreenderam fuga.

Segundo informações, por volta das 22 horas a PM localizou o citado veículo roubado e iniciariam a ação. Os acusados disparam tiros contra os policiais e durante o conflito, usaram o bebê de um ano que havia sido sequestrado, como escudo. A ação de resgate seguiu até que o suspeito que dirigia o veículo se chocou contra um meio fio e desceu do carro a pé, atirando novamente contra a PM, que revidou os tiros, entretanto priorizou o resgata da vítima.

Os dois acusados foram encaminhados à Delegacia de Polícia Judiciária Civil e uma arma de fogo apreendida.

Foto: Facebook/PM-MT

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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