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Campo Verde: PM prende quadrilha com R$ 25,5 mil em notas falsas

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Mato Grosso

Da Redação

A Operação Fim de Ano da Polícia Militar desarticulou uma quadrilha que comercializava dinheiro falso. Três homens e uma mulher foram presos com a quantia de R$ 25,5 mil em cédulas falsas em Campo Verde. A ação da PM apreendeu um total 255 cédulas de R$ 100 falsas.

Os policiais militares prenderam os suspeitos L. V.R.S. (24 anos), D.R.S. (19), M.N.C. (30), D.R.S. (21) após uma abordagem policial em uma esquina do bairro Jardim Campo Verde. Os militares encontraram um envelope plástico dos correios contendo 60 cédulas falsas com L.V.R.S. e D.R.S.

A polícia constatou sinais claros de falsificação nas notas de dinheiro, como o número de série das cédulas repetidas. O suspeito disse que teria comprado o dinheiro falso de M.N.C. e apontou a moradia do suspeito. Na casa, os policiais prenderam M.N.C. e a namorada D.R.S., que também é irmã do suspeito D.R.S.

Ao checar a residência, a PM encontrou mais cédulas falsas em cima de um balcão, na cama e dentro do guarda-roupa.

Dois dos suspeitos confessaram que o dinheiro falsificado foi comprado para ser revendido no município. As notas teriam vindo do Estado de São Paulo, através dos Correios, e o falsificador teria recebido 30% do valor adquirido com a falsificação.

Todas as cédulas foram apreendidas e a quadrilha foi conduzida à delegacia por crime contra a fé pública, moeda falsa e formação de quadrilha.

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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