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PEC da reforma da previdência do Estado deverá ir para ALMT apenas em dezembro

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Mato Grosso

Da Redação

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata sobre a reforma da previdência para os servidores do Estado deverá ser encaminhado para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) apenas em dezembro. A expectativa por parte do Governo Estadual era enviar a proposta para o legislativo ainda neste mês para ser aprovada o mais rápido possível.

A decisão de adiar por alguns dias o envio para a ALMT aconteceu na reunião com o Fórum Sindical na manhã desta segunda-feira (25), a medida foi tomada para ouvir e atender as demandas do funcionalismo público que solicitou o prazo de 15 dias para os servidores analisarem a proposta apresentada pelo Governo.

O encontro aconteceu pela manhã no Palácio Paiaguás, sede do Governo Estadual, a informação do adiamento foi confirmada pelo secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho.

De acordo com Mauro Carvalho, em função do prazo concedido pelo governador Mauro Mendes (DEM) não será possível enviar a proposta para a ALMT ainda neste mês, porém o secretário afirmou que acredita que a proposta poderá ser encaminhada a Casa de Leis ainda na primeira quinzena de dezembro. Carvalho afirmou ainda, que antes de encaminhar o projeto para a ALMT serão realizadas outras reuniões com o Fórum Sindical, o Conselho do MTPrev e também com todos os deputados, isso antes da proposta ser encaminhada de fato.

Segundo o Governo do Estado, a reforma está nos mesmos moldes da reforma aprovada no Congresso Nacional, o governo argumenta ainda que a reforma é fundamental para evitar um déficit de R$ 30 bilhões em 10 anos.

No último dia 13 de novembro, o governador juntamente com sua equipe apresentou a minuta do projeto ao conselho do MT Prev, no qual é composto por representantes dos poderes constituídos e órgãos autônomos de Mato Grosso. Após a primeira reunião, o procurador-geral de Justiça, José Antônio Borges Pereira formou uma comissão que deverá elaborar uma nova minuta com sugestões de alterações que será apresentada ao MTPrev.

De acordo com José Antônio, a proposta apresentada pelo governo contem pontos preocupantes, uma delas seria a progressão de alíquota patronal, que saíra de 11% para 28% além da extinção do abono permanência.

Foto:  Mayke Toscano/Secom-MT

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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