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Conselheiro do TCE manda investigar supostas irregularidades em licitação de transporte intermunicipal

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Da Redação

Após uma determinação do conselheiro interino do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Luiz Henrique Lima, irá investigar supostas irregularidades no edital de licitação do transporte público intermunicipal de passageiros em Mato Grosso.

A denuncia foi realizada pela empresa Verde Transportes, uma das empresas que operam linhas do transporte entre cidades e regiões de Mato Grosso sem licitação. A denuncia foi realizada por meio de uma representação de natureza externa (RNE), no TCE, além disso, a denuncia pede a suspensão da licitação, de acordo com a empresa, o edital do certame possui os mesmos dados de um projeto básico elaborado em 2012, portanto as informações estariam desatualizadas.

O conselheiro interino não detalhou as supostas irregularidades, porém explicou que o fato de um estudo ter sido realizado a sete anos não necessariamente indica a defasagem do mesmo, por este motivo, Luiz Henrique escreveu na determinação que a alegação da empresa não deve prosperar.

 “Quanto à desatualização do Projeto Básico do Edital, entendo que a alegação não merece prosperar, pois a informação de que o projeto foi realizado há 7 anos não comprova, de pronto, que este esteja defasado. Como o impetrante não conseguiu demonstrar, de plano, alterações no Projeto Básico que exigissem a realização de nova Audiência Pública”, escreve Luiz Henrique Lima.

De acordo com o referido edital, os serviços nos quais serão oferecidos na licitação serão aqueles nos quais ainda não foram contratados, já que uma outra disputa licitatória ocorreu em 2017.

A licitação foi dividida em duas partes pelo Governo do Estado, o primeiro na categoria básica e o segundo denominado “diferenciado” que deve prestar o serviço com mais conforto e possui menos paradas nas cidades ao longo do trajeto entre as cidades de origem e destino.

Foto: TCE-MT

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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