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Advogado é acusado de agredir policial civil em Guarantã do Norte

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Mato Grosso

DELEGACIA GUARANTÃ DO NORTE

Da Redação

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Peixoto de Azevedo (674 km de Cuiabá), Marcus Giraldi, foi acusado de agredir uma policial civil dentro da delegacia em Guarantã do Norte (708 km de Cuiabá).

Segundo a denúncia, ele teria se desentendido no momento em que o Geraldi estava no local tentando conversar com alguns clientes que estariam detidos na delegacia.

A agressão teria acontecido na manhã da última sexta-feira (15), a informação foi divulgada pela TV Centro América, de acordo com as informações divulgadas foi gravado um vídeo no qual o advogado aparece discutindo com o policial, no vídeo o advogado teria empurrado o policial e aos gritos exigia conversar com os clientes.

De acordo com as informações, Geraldi chega na delegacia e enquanto a policial civil levava detentas ao banheiro, com muita grosseria o advogado exige conversar com os clientes, porém a policial informou que naquele momento não seria possível.

Em determinado momento, o advogado manda a policial chamar a delegada, neste momento a policial tenta argumentar que estava no fundo da delegacia cuidando das mulheres que se encontram presas, disse ainda que estava sozinha e que havia várias pessoas presas no local, a policial, ainda alerta o advogado de que o mesmo estaria sendo mal educado.

Em outro momento Geraldi afirma que a policial deveria respeita-lo, já que o mesmo teria o direito de conversar com seus clientes e novamente exige que a policial chame a delegada, tudo isso aos gritos e dando socos em uma mesa.

De acordo com a policial que não teve o nome divulgado, no momento da chegada de Geraldi ela estava cuidando de 12 presos que estavam na delegacia, do total, seis seriam mulheres que a mesma estaria as levando ao banheiro.

Em outro momento, o advogado volta a argumentar dizendo que tem direito e caso a policial se julgasse estar correta ele deveria colocar a algema e prender o advogado. “Se quer se achar melhor que todo mundo, se ache, mas me respeite”, grita o advogado.

Na manhã desta segunda-feira (18), a presidente do Sindicato dos Agentes de Polícia Civil de Mato Grosso (Sinpol), Edleusa Mesquita, concedeu uma entrevista a emissora na qual afirmou que a instituição dará total apoio a policial, afirmou ainda que de imediato a policial entrou em contato com a entidade e comunicou o fato, ela ainda teria encaminhado os vídeos que foram gravados durante a discussão. Edleusa classificou a atitude do advogado como “desprezível”, disse ainda que todos sabem das prerrogativas, porém o mesmo precisa respeitar o agente público, que naquele momento estava representando o Estado e estava custodiando 12 presos sem o efetivo na unidade da cidade de Guarantã do Norte, ou seja, a mesma estava sozinha.

A presidente fez questão de ressaltar que atitudes como estas estão se tornando cada vez mais comuns, afirmou ainda que os casos do tipo estão chegando até a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) e que o secretário da pasta, Alexandre Bustamante vem sendo informados sobre os ocorridos, disse ainda que fatos como estes estão ocorrendo em praticamente todas as delegacias de Mato Grosso.

Edleusa defendeu ainda a classe afirmando que os agentes padecem e chegam a virar plantões sozinhos, deixando as delegacias fechadas no momento em que precisam levar os presos ao banheiro, já que as celas não contam com um local apropriado para os presos fazerem suas necessidades. Disse ainda que enquanto profissional está realizando o trabalho, advogados chegam batendo na porta exigindo a entrada. Finalizou dizendo que o sindicato irá entrar com uma representação junto a OAB contra Marcus Giraldi, já que o mesmo  deveria ter uma postura diferente em relação ao servidor público, acrescentou dizendo que a entidade irá comunicar o secretário da Sesp em  relação ao desvio de função da policial.

Já de acordo com um áudio enviado para a emissora de TV, o advogado se defendo dizendo que o vídeo no qual a delegada gravou não esta completo, disse que constantemente a mesma policial tenta impedir que advogados exerçam sua profissão na delegacia de Guarantã do Norte. Disse ainda que a referida policial chegou a perceber sua presença na porta da delegacia, mas apenas abriu a porta para o mesmo após 15 minutos de espera, o advogado afirmou ainda que já havia conversado com o delegado regional, Geraldo Gezzoni, sobre uma possível obstrução do acesso por parte da policial.

No áudio, Geraldi admite que falou de “forma incisiva” com a agente pública, mas afirma que falou de tal maneira por que a policial deveria se colocar no seu lugar, já que enquanto a mesma estiver de plantão ela é obrigada a permitir o acesso dos advogados a delegacia para assim conversar com seus clientes.

Já a OAB seccional de Mato Grosso, saiu em defesa do advogado, de acordo com a instituição, o advogado teve sua prerrogativa violado ao ser impedido de conversar com seus clientes, além disso, afirmou  que as informações até o momento divulgadas apontam que não houve qualquer agressão por parte de Marcus Geraldi.

Foto: Reprodução

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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