Mato Grosso
PJC apreende armas, munições e drogas e prende 5 pessoas da mesma família em 3 cidades do Estado
Mato Grosso
Da Redação
A Polícia Judiciária Civil (PJC) prendeu na manhã desta quarta-feira (13) cinco pessoas da mesma família envolvidas com o tráfico de drogas.
As ações foram deflagradas na zona rural dos municípios de Diamantino (208 km de Cuiabá), Nortelândia (253 km de Cuiabá) e Arenápolis (258 km de Cuiabá). A PJC cumpriu mandados de busca e apreensão que foram decretados pela Comarca de Diamantino, resultou na apreensão de armas, carregadores de pistola, várias munições, veículo, drogas, motocicleta, cerca de R$ 4 mil em dinheiro, defensivos agrícolas e vários outros produtos sem procedência.
Foram presos na ação, Reginaldo Silva dos Santos, 36 anos, conhecido como “Regis”, José Francisco Simões de Souza, 51 anos, conhecido como “Mussarela” e “Tiozinho”, João Silva Santos, idade não divulgada, conhecido como “Bahia” e a esposa de Reginaldo identificada como Aldiane da Silva Moraes, 35 anos, ainda foi apreendido na ação uma adolescente de 17 anos que é filha de Reginaldo e Aldiane.
Os suspeitos foram autuados por posse ilegal de arma de fogo e munição de uso restrito ou proibido, receptação e corrupção de menores, já a menor deverá responder por ato infracional análogo a crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico.
Os indícios colhidos pelos policiais civis apontam o suspeito Reginaldo como o líder da associação criminosa, bem como, considerado “Barão do Tráfico”.Os envolvidos foram identificados em diligências iniciadas há mais de 3 meses pelo delegado Israel Pirangi (in memoriam), para apurar crime de tráfico de drogas, receptação, roubos e furtos de defensivos agrícolas, entre outros ocorridos na região.
Segundo apurado, a família investigada ostentava patrimônio incompatível com a renda declarada. Na propriedade dos suspeitos, no Assentamento Barreirão, alvo da ordem judicial de busca e apreensão, foram apreendidas uma camionete Hilux, trailler rebocador de cavalos, cavalos de raça de alto valor, uma moto Suzuki modelo GSR 1000 CC, vários maquinários, entre outros materiais.
Também foram localizadas três armas de fogo (sendo duas calibre 380 e uma 9 milímetros), sete carregadores de pistola, 300 munições de diferentes calibres, duas balanças de precisão, cerca de três quilos de entorpecentes (maconha e pasta base de cocaína), a quantia de R$ 4,4 mil, além de quatro motosserras, sete furadeiras, três parafusadeiras, uma bicicleta profissional avaliada em torno de R$ 40 mil, duas caixas de inseticida, seis galões de agrotóxicos, joias, sendo todos produtos de roubos/furtados.
Diante dos fatos, os cinco envolvidos foram encaminhados para a Delegacia de Polícia, onde foram interrogados e autuados em flagrante e ato infracional, respectivamente. Após a confecção dos autos, os conduzidos foram colocados à disposição da Justiça.
Participaram da operação, equipes de policiais civis de Diamantino, Nortelândia, Arenápolis, com apoio de outras delegacias pertencentes à Regional de Nova Mutum, coordenadas pelo delegado Marcello Henrique Maidame.
Com assessoria
Foto: PJC-MT

Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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