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PM irá instaurar sindicância para investigar major da PM acusado de agressão e estupro

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Da Redação

Uma nota da Corregedoria da Polícia Militar (PM) de Mato Grosso, informou que uma sindicância investigatória será instaurada contra o major PM, Thiago Vinicius Pinheiro da Silva, acusado de agredir a ex-esposa no último sábado (09).

Thiago ocupa o cargo de subsecretário da Casa Civil do Distrito Federal (DF), em Brasília, a ex-companheira do militar, denunciou o caso no sábado na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (DEAM), na denúncia, a mulher afirmou que o major teria a enforcado e agredido enquanto mantinham relações sexuais.

A nota diz ainda, que a Polícia Militar de Mato Grosso, ainda não havia sido informada de forma oficial em relação ao ocorrido e que por se tratar de violência doméstica, uma sindicância investigatória será instaurada após a chegada dos documentos com a denúncia, porém, caso haja uma demora para a entrega da documentação, a sindicância poderá ser aberta com base nas informações divulgadas na imprensa.

O major é acusado de ter agredido uma servidora de 30 anos, para a polícia, a mulher deu detalhes do relacionamento que mantinha com o suspeito, disse que após o término, que se deu na quarta-feira (06), porém o mesmo não teria aceitado e a procurou no dia das agressões. Além disso, ainda há uma acusação de estupro.

Em sua defesa, o major afirmou que conhece a suposta vítima, mas disse que tinha um relacionamento casual com a mesma. Afirmou ainda, que esteve na casa da servidora na quarta-feira (06), onde mantiveram relações sexuais de forma consentida, ainda fez questão de negar que tenha estuprado a vítima, assim como as agressões.

Thiago ainda se defendeu dizendo que a mulher o expulsou do apartamento após descobrir que o mesmo mantinha contato com outras mulheres, disse que posteriormente tentou falar com a servidora, porém, não foi atendido.

Foto: Ilustração/Facebook

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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