Mato Grosso

Polícia de Sinop localiza droga que presos escondiam na cela

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Da Redação

Após um trabalho rotineiro de revista no interior das celas do Presídio de Ferrugem, em Sinop, os agentes prisionais encontraram expressiva quantidade de pasta base de cocaína, totalizando 22 porções da droga. Os detentos ainda tentaram dificultar a localização da substância quando os agentes iniciaram a série de revistas, mas a droga terminou sendo descoberta na cela 05 do Raio Laranja, onde 35 presos cumprem pena.

De início, os policiais suspeitaram que a droga pudesse ter sido infiltrada por visitas feitas aos presos semanalmente, apesar da rigorosa fiscalização no ato da entrada do presídio, extensiva inclusive aos alimentos que os visitantes levam para seus familiares. Mas nenhum deles (presos) quis assumir a autoria da droga presente na cela, igualmente se recusando a fornecer qualquer informação que pudesse facilitar a identificação do responsável.

Diante desse impasse, os agentes prisionais se limitaram a registrar a ocorrência na Polícia Civil, que deve ampliar o leque de investigações para saber qual é a origem da droga e como ela adentrou no interior do Presídio de Ferrugem. Mesmo porque, segundo tem reiterado as autoridades locais e do próprio Poder Judiciário, todas as medidas de segurança, extensivas à entrada de armamento e drogas, são aplicadas no Presídio de Ferrugem e nos demais existentes em Mato Grosso.

Não existe, por enquanto, suspeita do envolvimento de agentes nessa transação criminosa. As investigações terão sequência, ouvindo mais presos suspeitos no caso e possivelmente pessoas ligadas a eles {visitantes}.

Foto: SEJUDH-MT

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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