Mato Grosso

Agrônoma morta após perseguição no trânsito é sepultada no PR

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Mato Grosso

Da Redação

O corpo da engenheira agrônoma, Julia Barbosa de Souza, 29 anos foi sepultado na manhã desta segunda-feira (11) na cidade de Bela Vista do Paraíso – PR, local onde moram seus familiares.

Júlia era moradora de Cornélio Procópio – PR e foi para Sorriso (420 km de Cuiabá) juntamente com o namorado onde ficariam por alguns dias, porém no último sábado (09), Julia levou um tiro na cabeça após uma discussão de trânsito.

De acordo com o delegado da Polícia Judiciária Civil (PJC), André Ribeiro, o homem que atirou contra a jovem após se irritar com trânsito, identificado como, Jackson Furlan, 29 anos, se apresentou para a polícia e passou por audiência de custódia e encaminhado para a Cadeia Municipal de Sorriso.

O suspeito se apresentou na tarde desta segunda-feira (11) juntamente com o advogado, no momento que se entregou, já havia um mandado de prisão preventiva expedida contra o mesmo

Relembre o Caso

Júlia estava com seu namorado em visita a Sorriso, na noite de sábado, quando pediu para seu namorado que conduzia o veículo Toyota Hilux, cor prata, parar em um posto de combustível para que a mesma comprasse um chocolate.

Após a compra ela e o namorado saíram com o veículo pela Avenida Bresdcansin, que é a principal da cidade, Julia estava no banco do passageiro quando percebeu que havia uma outra caminhonete do mesmo modelo querendo ter passagem, porém devido ao trânsito lento o condutor do veículo em que Julia estava, andava devagar.

Em dado momento Jackson Furlan teria se irritado com a situação e passado a perseguir o casal, posteriormente ele disparou contra o veículo acertando a agrônoma.

 “Começou uma perseguição, a vítima fez a volta na frente do posto, voltou pela Brescansin pela praça das Fontes, tentou despistar o suspeito, não conseguiu. Temos a imagem, o suspeito deu a ré e novamente voltou a perseguir a vítima até a avenida Brasil, incansavelmente. A todo momento a vítima tentando fugir desse suspeito, assim foi, na avenida Brasil. Próximo ao hospital o suspeito efetuou um disparou que foi certeiro, acertou a cabeça da vítima. Não teve discussão no trânsito, não teve ofensas, não teve xingamentos, não teve nada disto. O vidro da caminhonete da vítima estava fechado não teve trocas de farpas. Foi simplesmente porque a vítima estava devagar em uma rua que é para andar devagar e isto foi suficiente para irritar o suspeito”, afirmou o delegado.

Júlia chegou a ser socorrida pelo próprio namorado que a levou para o hospital, porém ela não resistiu aos ferimentos e veio a óbito. A arma utilizada no crime não foi entregue pelo suspeito, já o veículo foi localizado pela Polícia Militar (PM) nos fundos do bairro Rota do Sol.

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Mato Grosso

TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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