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Secretário Cesar Miranda afirma crise na Bolívia não deve afetar fornecimento de gás natural para o Estado

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Da Redação

A crise na Bolívia de alguma forma tem preocupado o governo mato-grossense que a alguns meses fechou um grande acordo de fornecimento de gás natural pelo país vizinho, porém, o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Cesar Miranda, afirmou que o Governo vem acompanhando atentamente os desfechos da crise política boliviana.

Cesar Miranda afirmou que crê que o fornecimento do gás natural boliviano para o Estado não deverá ser afetado pelas tensões no país após a renuncia do presidente Evo Morales, afirmou ainda, que o Estado possui um contrato firme com a estatal boliviana Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB), no qual está dentro das normas internacionais, e independente de quem assumirá o cargo no país, os contratos tem de ser cumpridos e obedecidos.

“Nós estamos acompanhando atentamente todas as notícias referentes à Bolívia, a essas mudanças na administração, mas acredito que não vamos ter nenhum tipo de paralisação no fornecimento de gás, até porque a YPFB boliviana não tem contrato só com o Governo de Mato Grosso e com a MT Gás, eles têm contrato também com a Petrobrás, com  Governo argentino e outros. Cláusulas internacionais regem esses contratos e eu acredito firmemente que eles serão cumpridos”, disse o secretário.

As negociações para a retomada do fornecimento do gás boliviano se iniciaram em maio deste ano após o governador do Estado, Mauro Mendes (DEM) visitar a Bolívia para dar início as tratativas do acordo entre o Mato Grosso e o país vizinho. Os acordos se concretizaram no final de setembro após uma nova visita de Mendes ao país, desta vez para assinar o contrato que possui validade de dez anos. Na ocasião, o governador assinou juntamente com o então presidente Evo Morales um termo de desenvolvimento de mercado.

 

 

 

 

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Presidente da Câmara renuncia ao mandato e diz que política é “frustrante”

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O presidente da Câmara Municipal de Ipiranga do Norte (MT), Celso da Conceição (Republicanos), renunciou ao mandato de vereador e encerrou sua passagem pelo Legislativo municipal com um desabafo sobre os desafios da vida política. Em discurso de despedida, ele classificou a atividade como “frustrante” e defendeu a atuação dos políticos do município.

A saída foi oficializada no último dia 6, um dia depois de Celso presidir sua última sessão ordinária. Durante o pronunciamento, o parlamentar não detalhou os motivos da decisão e afirmou que se trata de uma escolha pessoal. Informações divulgadas pela imprensa local apontam que ele teria recebido uma proposta de emprego, mas a motivação não foi confirmada oficialmente pelo vereador.

Ao falar sobre a decisão, Celso ressaltou que cada pessoa precisa avaliar o que considera melhor para a própria vida.

“Às vezes, quem está de fora vê que está muito bom e acha que alguma coisa deveria estar melhor, que, se fosse eu, não fazia assim, fazia assado. Mas cada um é dono da sua vida e acredita naquilo que é melhor para si. E é isso que eu estou fazendo, né? Com fé em Deus, vai estar tudo certo”, declarou.

O vereador também demonstrou insatisfação com a imagem da classe política perante a sociedade. Para ele, o trabalho realizado por representantes públicos nem sempre é reconhecido, e a população tende a generalizar críticas sobre a conduta dos políticos.

“Realmente é frustrante, muito frustrante, porque a gente se dedica tanto e, infelizmente, o nosso país é olhado só como que político nenhum, parece que todos os políticos roubam, que todo político é aquilo”, afirmou.

Na sequência, Celso defendeu os colegas de Ipiranga do Norte e disse acreditar que o cenário nacional seria diferente se a atuação política no país seguisse o exemplo que, segundo ele, existe no município.

“Mas eu volto a dizer: se todos os políticos do nosso país fossem iguais aos políticos de Ipiranga do Norte, o nosso país era outro”, completou.

Eleito em 2024 com 307 votos, Celso esteve à frente da Câmara durante o biênio 2025-2026. Sua renúncia provocou mudanças na composição do Legislativo: o vice-presidente, Cleonaldo Araujo França, assumiu a presidência e permanecerá no cargo até o encerramento do atual período da Mesa Diretora.

Com a saída de Celso, o primeiro suplente do Republicanos, Neto da Farmácia, deverá assumir a cadeira de vereador. Ele recebeu 152 votos nas eleições municipais de 2024.

A renúncia encerra antecipadamente o mandato de Celso, que se despediu dos colegas com agradecimentos pela experiência no Legislativo. Apesar das críticas à percepção pública sobre a política, ele destacou a importância da trajetória vivida na Câmara e deixou a função afirmando ter gratidão pelo período em que exerceu o cargo.



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