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Acusado de matar agrônoma em Sorriso é preso

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Da Redação

A Polícia Judiciária Civil de Sorriso (425 km de Cuiabá), prendeu o principal acusado de ter matado a agrônoma Julia Barbosa de Souza, 29 anos, com um tiro na cabeça.

Jackson Furlan, 29 anos se apresentou na tarde deste domingo (10) na PJC juntamente com seu advogado, durante o depoimento ele se reservou ao direito de permanecer calado. A prisão preventiva do acusado foi autorizada pelo judiciário.

De acordo com o delegado que atendeu o caso, Jackson teria se irritado porque o veículo Toyota Hilux, na qual Julia estava no banco do passageiro estaria andando na frente do veículo do suspeito em baixa velocidade.

Em dado momento ele teria começado a perseguir o veículo no qual a agrônoma estava e disparado contra o mesmo acertando Julia. Para o delegado não há dúvidas de que foi Jackson quem atirou contra Júlia, o delegado, ainda classificou o crime como “um crime bárbaro, repugnante” completou dizendo que o crime chocou a sociedade na madrugada de sábado.

Julia estava com o namorado e pediu para ir comer um chocolate, foi então, que o namorado parou em uma conveniência para comprar o doce e saíram logo em seguida, ainda segundo os relatos, em dado momento Jackson se aproximou em outra caminhonete e a todo momento se aproximou para tentar ultrapassar o casal, ainda de acordo com o delegado, Jackson estava furioso por conta do transito lento, isso teria sido o suficiente para o suspeito disparar e tirar a vida da jovem.

“Começou uma perseguição, a vítima fez a volta na frente do posto, voltou pela Brescansin pela praça das Fontes, tentou despistar o suspeito, não conseguiu. Temos a imagem, o suspeito deu a ré e novamente voltou a perseguir a vítima até a avenida Brasil, incansavelmente. A todo momento a vítima tentando fugir desse suspeito, assim foi, na avenida Brasil. Próximo ao hospital o suspeito efetuou um disparou que foi certeiro, acertou a cabeça da vítima. Não teve discussão no trânsito, não teve ofensas, não teve xingamentos, não teve nada disto. O vidro da caminhonete da vítima estava fechado não teve trocas de farpas. Foi simplesmente porque a vítima estava devagar em uma rua que é para andar de vagar e isto foi suficiente para irritar o suspeito”, contou  o delegado.

O delegado contou ainda como foram as investigações para chegar até o suspeito, segundo o mesmo, os investigadores da PJC bateram de casa em casa atrás de câmeras para identificar o suspeito, no final da tarde de sábado, os policiais passaram a receber denuncias anônimas que ajudaram na identificação do suspeito.

A agrônoma chegou a ser socorrida pelo próprio namorado e encaminhada para um hospital, porém não resistiu aos ferimentos e morreu logo após dar entrada no hospital.

O veículo no qual Jackson conduzia, uma Toyota Hilux foi localizada na tarde deste domingo pela Polícia Militar (PM), ela estava nos fundos do bairro Rota do Sol, segundo o suspeito, ele havia emprestado para um amigo, já a arma utilizada no crime ainda não foi localizada ou entregue.

Júlia estava a poucos dias em Sorriso, ela havia vindo da cidade de Cornélio Procópio – PR, local para onde seu corpo foi transladado e será sepultado nesta segunda-feira (11).

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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