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PJC cumpre nove mandados de prisão na capital e em outras duas cidades de Mato Grosso

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Da Redação

A Polícia Judiciária Civil (PJC) cumpriram na manhã desta sexta-feira (08) nove mandados de prisão, na Operação Parentela que investiga envolvidos com o tráfico de drogas, roubos, receptação e formação de quadrilha.

Os mandos de prisão foram cumpridos em Cuiabá, Sorriso e Sinop, oito dos mandados de prisão foram contra pessoas que já se encontram no sistema prisional.

De acordo com o delegado da PJC, André Ribeiro, muitos dos casos os envolvidos estavam presos e mesmo assim mantinham contato com pessoas fora da prisão, dando ordens para outros membros da organização criminosa praticarem crimes, como roubos e tráfico de drogas. Ainda de acordo com o delegado, em um dos casos, o detento chegou a mandar a mãe e os irmãos venderem entorpecentes, além disso, uma das pessoas que tiveram o mandado de prisão cumprido, cobrou valores para serem repassados para uma facção criminosa.

A pessoa citada, trata-se de uma mulher que não teve o nome divulgado, o delegado conta ainda que ela se apresentava como chefe da facção criminosa, afirmando que todos os membros deram se reportar a ela, a mesma possui inúmeros mandados de prisão em aberto, porém ela se encontra presa.

Na operação, foi expedido mais um mandado de prisão contra a suposta chefe da facção, desta vez o mandado é pelo crime de formação de quadrilha e tráfico de drogas, de acordo com a polícia, este já é o quarto mandado de prisão contra a mulher enquanto já estava presa.

Ainda de acordo com a PJC, a mulher costuma receber visitas de familiares “eles não estão incomunicáveis a informações.”, disse o delegado. Além disso, foi citado que existe a presença de aparelhos celulares que eram utilizados pelos detentos, de acordo com André Ribeiro, os aparelhos já foram retirados dos presídios.

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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