Mato Grosso
PJC prende principal suspeito da morte de garota de programa em Colniza
Mato Grosso
Da Redação
A Polícia Judiciária Civil (PJC) de Colniza (1093 km de Cuiabá) prendeu na tarde desta quarta-feira (6) o principal suspeito de ter matado a tiros a garota de programa Jessica Payerl Antunes, 24 anos em um prostibulo no bairro Jardim Imperial.
De acordo com as informações, Marcelo Wichispoviki, idade não divulgada, mais conhecido como “Magrão”, teria matado Jessica após tê-lo chamado de “feio”. O crime aconteceu na manhã desta quarta-feira, logo após o crime os policiais realizaram diligências para capturar o homem que foi apontado como o principal suspeito do crime.
Marcelo foi localizado em uma residência na cidade, no local também foi encontrada a motocicleta utilizada no crime, o suspeito é um grande conhecido da polícia e já possui pelo menos 18 passagens pelos mais diversos crimes.
De acordo com testemunhas, Magrão teria decido da moto e se aproximado da vítima e após gritar “Eu sou feio” disparou três vezes contra a jovem, os tiros acertaram o queixo, o rosto e o braço esquerdo da vítima.
O suspeito foi encaminhado até a delegacia de Polícia Civil onde foi ouvido pelo delegado Henrique de Barros. Agora, Marcelo deverá responder por homicídio.
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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