Mato Grosso

Três são presos por posse ilegal de arma de fogo em Poconé e Várzea Grande

Publicado em

Mato Grosso

Da Redação

Policiais militares de Várzea Grande e Poconé prenderam três pessoas por porte ilegal de arma de fogo na segunda e terça-feira (28 e 29.10).

Em Poconé, foram registradas duas ocorrências. Na primeira, no bairro Cruz Preta, o homem identificado como W.C.A. (25 anos) foi encontrado após os policiais receberem a denúncia de que ele estaria andando armado pelo bairro. Ele carregava na cintura um revólver calibre 38 e é reincidente neste crime.

A segunda ocorrência foi registrada no bairro João Godofredo, onde o homem, identificado como M.C. (35), foi preso carregando um revólver calibre 22, com seis munições intactas. Os policiais foram informados por moradores que M. estaria andando pelo bairro armado. M. alegou ser vigia noturno de um posto de gasolina e que estaria realizando ronda pelas proximidades.

Em Várzea Grande, no bairro Alameda, os policiais foram chamados para atender uma ocorrência de briga entre vizinhos. Quando chegaram no local, as testemunhas disseram aos militares que M.S.T.A. (21), estaria armado. Os agentes foram até a sua casa e M. entregou o revólver calibre 32, com seis munições intactas.

Fonte: PM-MT  /   Foto: PM-MT

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Mato Grosso

TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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