Mato Grosso
Sesp apreende quase duas toneladas de drogas em nove meses
Mato Grosso
Da Redação
A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT) apreendeu quase duas toneladas de drogas no período de janeiro a setembro de 2019. Também foram apreendidas 118 armas de fogo, 551 veículos e efetuadas 725 prisões. Os dados são da Coordenadoria de Planejamento e Monitoramento (Coplam).
Nesse período foram executados 359 mandados de busca e apreensões, 212 mandados de prisões, internação cautelar e busca temporária e 586 flagrantes delitos. Foram lavrados 378 termos circunstanciados. Ao todo, foram abordados mais de 24 mil pessoas e 11 mil veículos.
As ações fazem parte das operações integradas entre as forças de Segurança Pública compostas pela Polícia Militar (PM-MT), Polícia Judiciária Civil (PJC-MT), Corpo de Bombeiros Militar (CBM-MT), Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT).
Segundo o Secretário adjunto de Integração Operacional da Sesp, coronel PM Victor Paulo Fortes, a avaliação é positiva. “Esse apoio que intensifica as ações nas regiões fortalece o sistema de Segurança Pública, traz uma imagem positiva para a sociedade, mostrando que as forças realmente estão se unindo para combater a criminalidade e enfrentar a violência”.
O secretário afirma que é nítida a percepção deste trabalho conjunto, no qual uma força complementa o serviço da outra. “Em alguns locais, principalmente no interior do estado, nós temos menos recursos, menos efetivo, as forças realmente estão se unindo porque têm a percepção de que sozinhas não vão conseguir dar a resposta necessária. Isso é demonstrado exatamente nos resultados das operações”.
As Operações Integradas hoje não se limitam apenas às forças que compõem a Segurança Pública. Em algumas operações, a Sesp contou com a participação do efetivo de fiscalização da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT), do Instituto de Defesa Agropecuária (Indea-MT), de órgãos federais como a Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Exército Brasileiro. Em algumas ações contou também com a participação do Ministério Público e do Juizado Volante Ambiental (Juvam).
“A gente observa que há realmente o interesse de vários atores que integram o sistema de Estado, não só do Executivo, para fomentar essa integração. Essa soma de esforços é para prestar um serviço melhor para a sociedade”, conclui o coronel Fortes.
Fonte: Secom-MT / Foto: Secom-MT
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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