Mato Grosso
A chuva chegou, o vento também
Mato Grosso
Da Redação
Após mais de três meses de estiagem, finalmente a chuva chegou até a capital mato-grossense, porém junto dela, veio também o vento que causou prejuízos não apenas em Cuiabá, mas em todo o Estado.
A chuva começou de fato por volta das 17h30 desta segunda-feira (23) e permitiu que alguns fenômenos viessem à tona. O córrego Mané Pinto, na Avenida 8 de Abril, ficou com a água completamente preta, fato ocasionado, não por conta da chuva, mas sim, pela poluição e excesso de lixo que é jogado no entorno. O que preocupa ainda mais neste caso do “córrego negro” é que a água foi parar no Rio Cuiabá.
A chuva chegou acompanhada de ventos que chegaram a pelo menos 70 km/h, a informação foi apontada pela Estação Automática do Instituto Nacional de Meteorologia.
A chuva deixou ao menos 50 bairros da capital sem energia elétrica, os ventos fortes causou danos a rede elétrica, deixando a população às escuras cerca de 11% da capital.
Árvores caíram, casas se destelharam, casos do tipo foram registrados nos bairros Pedra 90, Santa Helena, Boa Esperança, Consil, Jardim Industriário, Morada da Serra, Alvorada e Quilombo. Uma estrutura que funciona uma garagem de uma empresa de transportes nas proximidades da Rodoviária de Cuiabá, foi levada pelo vento, ninguém ficou ferido, mas valeu o susto.
A previsão do tempo para esta terça-feira (24) mostra que durante a tarde a possibilidade de pancadas de chuva, porém o sol volta a brilhar com mais frequência durante o dia, a mínima estimada é de 22ºC e a máxima pode chegar aos 34ºC.
Pode parecer que o calor irá persistir, mas para aqueles que aguentaram uma temperatura que chegou na casa dos 42,2ºC, podemos afirmar, que os 34ºC é uma verdadeira benção.
Foto: Clima Ao Vivo
Mato Grosso
MPMT confirma duas nascentes em empreendimento imobiliário
Uma vistoria técnica realizada nesta quarta-feira (30) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio do projeto Água para o Futuro, identificou duas nascentes intermitentes na região do Sucuri, em Cuiabá. A inspeção foi realizada após questionamentos apresentados por um empreendedor imobiliário sobre nascentes apontadas em estudos técnicos desenvolvidos pelo projeto.
A equipe técnica do projeto Água para o Futuro passou a manhã no local realizando testes de campo, análises do solo e registros por imagens aéreas, procedimentos que reafirmaram a existência de duas nascentes na área vistoriada. O trabalho teve como objetivo esclarecer dúvidas e assegurar que a delimitação das Áreas de Preservação Permanente (APPs) seja fundamentada em critérios científicos e evidências técnicas.
Segundo o procurador de Justiça Gerson Natalício Barbosa, coordenador do projeto Água para o Futuro, a inspeção reforça a confiabilidade dos levantamentos já realizados. “Foi possível identificar claramente os dois canais formados pelas nascentes, confirmando o levantamento técnico realizado anteriormente pelo projeto. Estamos realizando um trabalho conjunto para esclarecer as dúvidas existentes, buscando sempre a verdade dos fatos e a preservação do que efetivamente deve ser protegido”, destacou.
De acordo com o procurador de Justiça, no local existe um lago formado a partir de um barramento realizado há décadas. Atualmente, ele está integrado ao ecossistema local e abriga diversas espécies da fauna da região.
O coordenador técnico do projeto, Abílio José Ferraz de Moraes, explicou que a vistoria integra o trabalho contínuo de identificação e delimitação das APPs em áreas sujeitas à expansão urbana. “Nosso objetivo é chegar antes da ocupação e definir com precisão quais áreas devem ser protegidas. Isso garante segurança técnica aos empreendimentos e, ao mesmo tempo, contribui para a preservação dos recursos hídricos da cidade”, afirmou.
Desde o início das atividades do projeto em Cuiabá, aproximadamente 3 mil pontos com potencial para ocorrência de nascentes foram mapeados. Após análises técnicas e vistorias de campo, 295 nascentes já foram confirmadas. Em 2026, outros 517 pontos deverão passar por vistorias técnicas e processos de caracterização realizados pela equipe do projeto.
Desenvolvido pelo MPMT em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), o projeto Água para o Futuro busca fortalecer a segurança hídrica da população por meio da identificação, preservação, monitoramento e recuperação de nascentes em áreas urbanas e periurbanas. A iniciativa utiliza ferramentas como georreferenciamento, sensoriamento remoto, imagens de satélite e levantamentos de campo para subsidiar o planejamento urbano e a formulação de políticas públicas voltadas à proteção dos recursos hídricos.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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