Mato Grosso
Misc abre espaço para encerramento do CineCaos neste sábado com entrada gratuita
Mato Grosso
Da Assessoria
Neste sábado (31), a partir das 18h, o Museu da Imagem e do Som (MISC) será tomado pela atmosfera sombria e misteriosa do audiovisual, com o encerramento do CineCaos, o festival de cinema e música underground. Com o tema “Cataclismas, Hecatombes e Delírios do Poder”, o CineCaos fecha o ano com exibição de 17 produções audiovisuais, além de shows das bandas Suco Gástrico SP, Banana Chips e Skarros e intervenção artística de Caio Mattoso com Geraldo Leiloeiro. A entrada é gratuita.
O que começou em 2015 apenas como uma mostra de audiovisual fora do circuito comercial, chega em sua quinta edição como um Circuito Cultural completo, com diversos eventos culturais interligados pela mesma temática: o segmento underground.
De acordo com a organização do Cinecaos, a mostra é a única de cinema e audiovisual no segmento de terror, horror, trash, S.O.V (shot on vídeo) do estado de Mato Grosso.
Além das exibições fílmicas, o evento conta também com shows de bandas undergrounds compondo a programação. Dentre as atuações apêndices da mostra estão cursos de formação de produção audiovisual, de roteiro a edição final, além de exposições de artes plásticas, como a “Catarsis – Versos do meu Caos Interior” de Camila Hybris, realizada no Museu de Arte Contemporânea da Universidade Federal de Mato Grosso (MACP-UFMT).
Durante todo o mês de agosto, sempre aos sábados, as sessões foram acompanhadas de apresentação musicais. Paralelamente as sessões, foram ofertadas oficinas de audiovisual: Roteiro, com Petter Baiestorf; Produção, com Keiko Okamura; Direção de Fotografia, com João Bertoli; Captação de Som, com Yuri Kopcak; Figurino e Maquiagem, com Alexandre Brunoro; e Edição, com Gurcius Gewdner.
Foto: Luiz Alves
Mato Grosso
Afastamento parcial de prefeito e bloqueio de 1,5 milhão são mantidos
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) manteve, por unanimidade, a decisão que atendeu pedido do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e determinou a indisponibilidade de bens do prefeito de Peixoto de Azevedo (674 km de Cuiabá), Nilmar Nunes de Miranda, até o valor de R$ 1.553.123,94, além do afastamento cautelar parcial das funções relacionadas à gestão da saúde pública. A decisão é da Terceira Câmara de Direito Público e Coletivo, nesta quinta-feira (01), que negou recurso apresentado pela defesa e confirmou integralmente a decisão de primeira instância. Na prática, a decisão significa que os bens do gestor permanecem bloqueados até o limite estabelecido pela Justiça para garantir eventual ressarcimento aos cofres públicos caso, ao final do processo, sejam confirmados os danos apontados pelo MPMT. Também permanece em vigor o afastamento do prefeito das atribuições ligadas à administração da saúde municipal e à condução de procedimentos relacionados ao contrato investigado, embora ele continue exercendo as demais funções inerentes ao mandato. Ao analisar o recurso, o Tribunal considerou que existem indícios suficientes de irregularidades para justificar a manutenção das medidas cautelares. Os desembargadores destacaram que o bloqueio patrimonial tem caráter preventivo e busca assegurar a reparação de eventual prejuízo ao erário, enquanto o afastamento parcial foi considerado necessário para preservar a produção de provas e evitar possíveis interferências na investigação. Segundo o acórdão, também pesou na decisão a existência de fatos que indicariam risco à instrução processual, entre eles a exoneração de uma testemunha que relatou irregularidades, a nomeação de pessoa ligada à fiscalização do contrato investigado para o cargo de secretário municipal de Saúde e tentativas de alteração na estrutura de fiscalização do ajuste objeto da investigação. O caso tem origem em uma ação civil pública por ato de improbidade administrativa proposta pela 1ª Promotoria de Justiça Cível de Peixoto de Azevedo, sob responsabilidade da promotora de Justiça Fernanda Luckmann Saratt.A investigação apura supostas irregularidades na celebração e na execução do Contrato de Gestão Emergencial nº 115/2025, firmado para a operação de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24 horas e do Pronto Atendimento União do Norte. De acordo com a Promotoria de Justiça, a contratação direta teria ocorrido em razão de uma situação emergencial criada pela própria inércia administrativa do gestor, apesar de alertas anteriores emitidos pelo MPMT e pela Procuradoria-Geral do Município. Conforme apontado nos autos, a contratação emergencial teria sido realizada sem o devido planejamento e em desacordo com parecer jurídico contrário à medida. O Tribunal registrou ainda que, em análise preliminar, os documentos indicam que a situação não decorreu de evento inesperado, mas de problema conhecido com antecedência pela administração municipal. Entre as irregularidades investigadas estão pagamentos superiores ao limite contratual, reembolsos sem previsão expressa no contrato e despesas relacionadas a serviços prestados em outro município. Segundo o acórdão, esses elementos permitiram a quantificação inicial de um possível prejuízo ao erário no valor de R$ 1.553.123,94, montante que fundamentou a indisponibilidade de bens. No julgamento, o relator, desembargador Jones Gattass Dias, ressaltou que as medidas cautelares são proporcionais e necessárias neste momento processual, não representando condenação antecipada. Foto: Prefeitura de Peixoto de Azevedo
Fonte: Ministério Público MT – MT
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