Mato Grosso
Ministro do Meio Ambiente firma compromisso com Governo do Estado no combate a incêndios
Mato Grosso
Da Redação
O governador Mauro Mendes recebeu, no final da tarde desta quinta-feira (21), o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, que veio a Mato Grosso para acompanhar as ações de combate e controle de incêndio que atinge as florestas e áreas rurais no Estado.
Durante entrevista coletiva à imprensa, no Centro de Integrado de Operações Especiais (CIOPAER), no Aeroporto Marechal Rondon, o chefe do poder Executivo garantiu que os esforços para o combate às queimadas continuarão a ser prioridade.
“Nós colocamos em funcionamento uma plataforma com imagens de monitoramento e detecção de qualquer desmatamento ilegal e de mudança da paisagem com queimadas, que pode servir para ser usadas nas perícias para responsabilizar quem, efetivamente, estiver praticando crime ambiental e estiver em desacordo com a legislação ambiental”, disse Mendes, ao citar o recente lançamento da plataforma Imagens Planet em Mato Grosso.
Ainda de acordo com o governador, o Estado está promovendo ações para identificar os responsáveis por causar incêndios, especialmente nas áreas com maiores incidências.
“Nós estamos tomando as medidas necessárias para combater às queimadas aqui no Estado de Mato Grosso e punir os responsáveis”, declarou.
Ao lado do ministro e da secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, o governador sobrevoou a região de Cuiabá e de Chapada do Guimarães para verificação in loco.
“Mais de 60% dessas queimadas aconteceram em torno das nossas regiões urbanas. Isso prova que essa ação não tem ligação com o setor produtivo. Isso é um desrespeito às regras ambientais e a todos nós, pois isso traz consequências à saúde e qualidade de vida da população”.
Já o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, afirmou que o Governo Federal está colaborando para combater os incêndios na região amazônica, com investimentos para aumentar o número de profissionais que trabalham para apagar as chamas.
“No caso de Chapada dos Guimarães, foram 69 brigadistas, mais 20 membros do Corpo de Bombeiros do Estado e mais quatro aeronaves de combate ao incêndio”, afirmou.
A secretária do Meio Ambiente de Mato Grosso, Mauren Lazzareti, salientou que é dever de todos, enquanto cidadãos, chamar a atenção dos vizinhos ou de qualquer outra pessoa próxima para que as queimadas sejam evitadas.
“Estamos em um momento climático crítico no Estado, com um calor muito forte, em um período de estiagem bem maior do que nos anos anteriores. Então, é obrigação do Estado, mas também de todo cidadão mato-grossense, zelar para que as queimadas não ocorram”, reforçou.
Mesmo com o período proibitivo de queimadas, que corresponde do dia 15 de julho ao dia 15 de setembro, os boletins de queimadas, mostram que Mato Grosso enfrenta a pior temporada de queimadas. Os dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), mostram que de janeiro a 15 de agosto deste ano, 12.990 focos de calor foram detectados. Esses números colocaram o Estado no ranking dos que mais teve queimadas entre as unidades da Amazônia Legal.
Diante do atual cenário, as Secretárias de Estado de Segurança Pública e de Meio Ambiente (Sema-MT) se uniram para o combate às queimadas e lançaram a operação “Abafa Amazônia”, que proibi queimadas nas áreas rurais para limpeza e manejo. A operação foi deflagrada nesta segunda-feira (19.08), no município de Sinop (a 503 km ao Norte de Cuiabá). A ação será realizada com o emprego das forças de segurança: Polícia Militar, Polícia Judiciária Civil, Corpo de Bombeiros Militar e Politec, além de demais órgãos, a exemplo da Defesa Civil e do Comitê Estadual de Gestão do Fogo.
Na primeira etapa, as ações de enfrentamento qualificado nos crimes ambientais e incêndios inclui as cidades que estão sofrendo com as queimadas. A ação vai percorrer as cidades de Vera, Feliz Natal, Nova Ubiratã e Cláudia. Os trabalhos têm como objetivo o combate de crimes de desmatamento e degradação florestal, englobando, principalmente, os incêndios florestais. As operações serão realizadas até o dia 28 de agosto.
Fonte: Secom-MT / Foto: Myke Toscano
Mato Grosso
Júri de policiais penais é adiado após dissolução do conselho
O julgamento de três réus, dois deles policiais penais, acusados de envolvimento no homicídio de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, ocorrido em 2018, foi interrompido nesta terça-feira (13) após a dissolução do Conselho de Sentença. A decisão foi proferida pelo Juízo responsável pelo caso em razão da apresentação, pela defesa, de um relatório sigiloso que não constava nos autos disponíveis na Comarca de Primavera do Leste.A controvérsia sobre o documento foi levantada pelos advogados dos réus, que sustentaram que o relatório já havia sido juntado ao processo quando o feito tramitava na Comarca de Poxoréu. Segundo a defesa, o material não teria sido encaminhado quando os autos foram transferidos para Primavera do Leste, após o desaforamento do julgamento.Os promotores de Justiça Fabison Miranda Cardoso e Eduardo Antônio Ferreira Zaque, integrantes do Grupo de Atuação Especial do Tribunal do Júri (GaeJúri) do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), manifestaram-se pela impugnação do relatório, sustentando a impossibilidade de utilização do documento nas circunstâncias apresentadas e prosseguimento do Júri.“Após a oitiva de várias testemunhas, a defesa apresentou um relatório supostamente sigiloso. O processo tramitava em Poxoréu e foi desaforado para Primavera do Leste. Quando os autos foram encaminhados, esse anexo sigiloso não foi enviado. Todos fomos surpreendidos em plenário. O Ministério Público suscitou questão de ordem para que o relatório fosse excluído ou não fosse utilizado”, explicou o promotor de Justiça Fabison Miranda Cardoso.Diante da situação, a magistrada determinou a dissolução do Conselho de Sentença e redesignou o julgamento para o dia 20 de janeiro de 2027, às 8h. Antes da interrupção dos trabalhos, dez testemunhas chegaram a ser ouvidas em plenário.“Com a dissolução do Conselho de Sentença, é designada uma nova data para o julgamento. Um novo conselho será sorteado e as testemunhas arroladas pelo Ministério Público, pela defesa e pela assistência de acusação voltarão a ser ouvidas. O Júri recomeça desde o início, com novo sorteio dos jurados, já que os integrantes do conselho dissolvido tiveram contato direto com os fatos discutidos nesta sessão”, explicou o promotor de Justiça Eduardo Antônio Ferreira Zaque.O processo apura o assassinato de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, ocorrido em 1º de maio de 2018, em Poxoréu. Conforme a denúncia do Ministério Público, após uma discussão iniciada durante o evento denominado Encontro de Violeiros, a vítima foi perseguida até uma residência, onde foi atingida por disparo de arma de fogo.Respondem ao júri o policial penal Fábio Domingos, acusado de homicídio qualificado por recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima e apontado pelo Ministério Público como autor do disparo fatal; o policial penal Carlos Jesus de Oliveira, denunciado por homicídio qualificado em concurso de pessoas; e Josane Francisca Dias de Souza, denunciada por disparo de arma de fogo.Segundo a acusação, durante a discussão ocorrida no estacionamento da festa, Josane Francisca Dias de Souza, esposa de Fábio Domingos, teria efetuado um disparo que atingiu a lataria do veículo conduzido por Giovanni Henrique Oliveira Lopes.Também figurava entre os denunciados por homicídio qualificado Patrício Francisco Dias, apontado pelo Ministério Público como participante da ação criminosa em concurso de pessoas. O processo em relação a ele, entretanto, foi extinto em razão de seu falecimento.De acordo com a denúncia, após a discussão ocorrida durante a festa, Fábio Domingos, Carlos Jesus de Oliveira e Patrício Francisco Dias teriam seguido a vítima e invadido a residência onde ela se encontrava, apresentando-se como policiais. Conforme a acusação, Giovanni Henrique Oliveira Lopes foi surpreendido dentro do imóvel e atingido por um disparo na cabeça, na frente do filho de 4 anos, na época.Com o adiamento, o caso voltará a ser submetido ao Tribunal do Júri em janeiro do próximo ano, quando um novo Conselho de Sentença será constituído para analisar as acusações formuladas pelo Ministério Público e as teses apresentadas pelas defesas.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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