Mato Grosso
Vítima encontra moto roubada e tenta abordar suspeito em Várzea Grande
Mato Grosso
Da Redação
Na noite desta quarta-feira (07) a Polícia Militar recuperou uma motocicleta que tinha sido roubada na noite de terça-feira (06) no bairro Parque Cuiabá, em Várzea Grande.
De acordo com as informações na noite de terça-feira, uma família chegava em casa quando dois bandidos em posse de uma arma de fogo anunciaram o assalto. De acordo com as vítimas, os bandidos ameaçaram a família, após momentos de terror, os suspeitos saíram levando uma motocicleta Honda Fan 160, cor vermelha, além de celulares e dinheiro.
Já no final da tarde de ontem, as vítimas estavam passando pela região do Cristo Rei quando se depararam com um dos suspeitos em posse da motocicleta juntamente com uma mulher que estava na garupa. As vítimas tentaram abordar o suspeito que fugiu, a mulher identificada como Kelly Dias Vieira, 29 anos, foi presa pela polícia que foi acionada após a tentativa de abordagem.
Uma das vítimas saíram a procura do suspeito que adentrou em uma residência no bairro da Manga, em Várzea Grande onde saiu armado ameaçando a vítima que saiu do local. O suspeito foi identificado como Kelvin Jadson de Souza, de acordo com informações ele reside na cidade de Santo Antônio do Livramento (30 km de Cuiabá) e já possui inúmeras passagens pela polícia.
Os policiais pediram apoio e fizeram rondas pela região na expectativa de capturar o suspeito, porém, sem sucesso. Já na delegacia, a suspeita que estava junto de Kelvin afirmou que era namorada do mesmo e que não sabia do roubo.
Kelly irá responder por receptação, já que estava em posse de um dos celulares roubados na noite do crime.
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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