Mato Grosso
Projeto “Pão e Leite” garante café da manhã a famílias de Várzea Grande
Mato Grosso
Da Redação
Se para muitas famílias o pão e o leite são alimentos nutritivos essenciais nas primeiras horas do dia, para muitas outras é considerado um alimento caro e que não faz parte da alimentação matinal. Essa é uma realidade sentida por centenas de famílias que moram em localidades carentes e que se privam desse alimento diário, investindo os recursos que tem em outros gêneros alimentícios.
“O nosso papel enquanto gestora pública é ter mecanismos que melhorem a qualidade de vida das pessoas gerando oportunidades e principalmente uma alimentação mais sadia, pois quem tem uma alimentação melhor, trabalha com mais disposição, aprende com mais eficiência e tem suas expectativas reforçadas.
Sabendo dessa necessidade, a Secretaria de Assistência Social de Várzea Grande resolveu criar o Projeto “Pão e Leite”, e fazer a distribuição desse alimento a famílias de baixa renda, e que mantém em casa crianças, idosos e portadores de necessidades.
A ideia do projeto “Pão e Leite” foi proposta em função da implantação de oficina de panificação, realizado na sede da Administração Regional do Cristo Rei, e que há princípio era para ser mais uma opção de cursos oferecidos pela Rede Pública Municipal. Como o mesmo é focado nas aulas práticas, os alunos aprendem a colocar a mão na massa de forma imediata, na produção de diversos tipos de pães.
Como explica a gerente do projeto ‘Pão e Leite’, Valdete Flores, a oficina de panificação começou a operar em 2017 atendendo 226 famílias. Neste ano foram realizadas a entrega de 30 mil pães e 2 mil litros de leite. “Reconhecendo a necessidade do projeto resolvemos ampliar a distribuição do alimento para as famílias necessitadas. Ampliamos a nossa capacidade de produção dos pães e fizemos uma triagem dos beneficiários e hoje estamos atendendo 294 famílias”, comentou.
Valdete Flores explica anda que: “Os beneficiários são referenciados através do Número de Inscrição Social – NIS, que permite atender aos necessitados de uma mesma família, com 3 pães por pessoa e um litro de leite para duas pessoas entre crianças, idosos e portadores de necessidades especiais”.
A secretária de Assistência Social, Flávia Omar, lembra que o projeto ‘Pão e Leite’, ainda que mantenha o caráter social não é considerado um projeto assistencialista, uma vez que nasceu da necessidade de resolver duas questões eminentes, não haver desperdício da matéria prima, e de fato, beneficiar quem necessita desse produto.
A secretária explica que as famílias cadastradas passam inicialmente por uma avaliação e que só depois que é detectada a real necessidade é que a inscrição é feita para que esta possa receber duas vezes por semana esse mantimento.
Para a instrutora da oficina de panificação, Gisele Moraes Silva, capacitar famílias para o mercado de trabalho é essencial, porém, dar condições para que outras famílias, em especial as mais carentes, se beneficiem de um produto alimentício traz acima de tudo o conforto para a alma. “Todas as pessoas que recebem esses alimentos com certeza necessitam desse reforço alimentar. É gratificante fazer parte dessa administração e de poder mudar a história de centenas de famílias, que por um motivo ou outro estão em condições menos favoráveis. O Pão e Leite, vai além de um projeto social e ou empreendedor, vemos como uma corrente do bem, pois conseguimos atender uma necessidade e capacitamos indivíduos para o mercado de trabalho”.
Amanda Souza de Paula, moradora do bairro Jardim das Oliveiras, é uma das beneficiadas do projeto “Pão e Leite”. Para ela é importante participar desse programa porque tem um filho pequeno e que os gêneros alimentícios distribuídos reforçam a nutrição, sendo também uma oportunidade de investir o dinheiro que seria revertido na compra desses produtos, para a compra de outros alimentos necessários ao desenvolvimento da criança.
A dona de casa, Crislaine Regina de Souza, mãe de dois filhos, também compartilha da mesma opinião, informando ainda que para muitas famílias que são beneficiárias, o pão e o leite são considerados alimentos caros e que não fazem parte da alimentação matinal, por isso da importância do programa.
“O ‘Pão e Leite’ tem essa finalidade, dar a essas pessoas a condição de ter um mantimento nutritivo nas primeiras horas da manhã, ou um reforço alimentar podendo ser degustado durante o dia”, destacou a prefeita Lucimar Sacre de Campos.
Mato Grosso
Saúde mental de servidores do sistema prisional é debatida em reunião
O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) participou de uma reunião interinstitucional no Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso (TRT/MT) voltada à discussão das condições de trabalho, da saúde mental e da valorização dos profissionais que atuam no sistema prisional mato-grossense. Representando a instituição, a procuradora de Justiça Josane Fátima de Carvalho Guariente destacou a necessidade de ampliar o olhar das instituições para o bem-estar dos servidores, diante dos elevados índices de adoecimento registrados na categoria.Durante o encontro, realizado na sexta-feira, 09/10, a procuradora de Justiça ressaltou que a valorização dos trabalhadores do sistema penitenciário é fundamental para o fortalecimento das políticas públicas voltadas à execução penal. Segundo dados apresentados na reunião, 80% dos afastamentos por motivos de saúde registrados entre esses profissionais em 2025 estão relacionados ao sofrimento psíquico. “É muito importante que todas as instituições voltem um olhar para perceber o quanto esse servidor necessita ser valorizado”, afirmou Josane Guariente.Conduzida pelo presidente do TRT/MT, desembargador Aguimar Peixoto. Também participaram das discussões o secretário de Estado de Justiça, Valter Furtado Filho, o coordenador do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário (GMF), juiz Geraldo Fidelis Neto, representantes sindicais e gestores ligados à política prisional.O objetivo da reunião foi ampliar a participação dos profissionais que atuam diretamente nas unidades prisionais nas discussões e ações previstas pelo Plano Pena Justa. Iniciativa nacional coordenada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, com o objetivo de promover melhorias estruturais e institucionais no sistema prisional brasileiro, incluindo ações voltadas à valorização dos profissionais que atuam nas unidades penais.A pauta contemplou as demandas de policiais penais e de outros profissionais essenciais ao funcionamento do sistema, como psicólogos, médicos, dentistas e psiquiatras. Como encaminhamento, foi definida a realização de uma audiência pública para aprofundar o debate sobre saúde, condições de trabalho e valorização dos servidores do sistema prisional. A expectativa é que o evento ocorra em dezembro, reunindo instituições e profissionais envolvidos na temática.Informações: TRT-MT
Fonte: Ministério Público MT – MT
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