Mato Grosso
Polícia Civil prende suspeito de matar mulher com golpe de faca mulher em Confresa
Mato Grosso
Da Redação
O homem que matou a ex-mulher, Daiane Oliveira Barbosa, 30, por não aceitar o fim do relacionamento, foi preso na cidade de Santa Terezinha (1.312 km a Nordeste), pela Polícia Civil, no último sábado (20.07). O suspeito Gideon Silva de Moraes, 25 anos, estava com mandado de prisão temporária (30 dias) decretado pela Justiça de Confresa (1160 km a Nordeste), local do crime. O suspeito responderá por feminicídio.
Após o crime, o suspeito ficou escondido em uma comunidade rural, a 40 km da zona urbana do município de Santa Terezinha, mas acabou descoberto e quase foi linchado por populares, que acionaram a Polícia Civil para sua condução. O preso foi encontrado com vários hematomas decorrente de agressões praticadas por populares e amarrado com uma corda.
O delegado de Confresa, Allan Vitor Sousa da Mata, informou que o preso foi levado para Delegacia e confessou a autoria do crime, dando detalhes da morte motivada por ciúmes e por não aceitar o fim do relacionamento.
Vitima e suspeito tinham um relacionamento amoroso e haviam terminado há cerca de uma semana. Ela era ameaçada e agredida pelo companheiro, segundo informações de seus familiares, que narram também que ela era mantida frequentemente em cárcere privado enquanto morava com o suspeito.
Dias antes, a vítima tinha comparecido na Delegacia para pedir apoio na retirada de pertences, mas desistiu de registrar o boletim de ocorrência e pedir medidas protetivas.
A faca usada no crime foi encontrada próximo ao muro lateral da casa da vítima. O objeto estava com manchas de sangue e foi encaminhado à perícia na Politec.
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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