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Rotam desarticula esquema de venda de drogas e armas na região metropolitana de Cuiabá

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Da Redação – Jean Borsatti

As equipes de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam) desarticulou na noite de sábado (20) um esquema de vendas de armas e entorpecentes.

De acordo com as informações, a operação começou na Avenida Fernando Correa em Cuiabá, quando os policiais abordaram um veículo gol, no interior do referido veículo foram encontradas uma grande quantidade de substância análoga a cocaína.

Após ser questionado, o motorista e proprietário do veículo, Edson Adão Souza, 42 anos, informou que em sua residência no bairro Terra Nova em Várzea Grande havia mais uma grande quantidade de entorpecentes. Os policiais se deslocaram até o local indicado por Edson, após adentrarem na residência foram encontradas 18 barras de substância análoga a pasta base, 2 tabletes de substância análoga a maconha, outras duas porções grandes de substância análoga a pasta base, uma balança de precisão e vários apetrechos característicos do tráfico de drogas.

Após uma busca mais minuciosa, os policiais se depararam com dois fuzis, um calibre 762 e outro 556, também foi encontrada uma submetralhadora, 7 carregadores de fuzil, 2 carregadores de pistola e mais 150 munições de calibres diversos.

Além das armas e das drogas, os policiais encontraram ainda um caderno com anotações relacionadas ao tráfico de drogas, que segundo a polícia, pertence a uma facção criminosa.

O suspeito, foi preso em flagrante e responderá pelos crimes de tráfico de drogas, posse ilegal de arma de fogo e munição de uso restrito, além de formação de quadrilha. Edson, foi encaminhado para a Central de Flagrantes onde ficou à disposição da justiça.

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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