Mato Grosso
Suspeito de 12 assaltos em ônibus é preso pela policia civil
Mato Grosso
Da Redação
Um criminoso investigado por cometer pelo menos doze assaltos em ônibus circulares em Várzea Grande, foi preso pela Polícia Judiciária Civil.
A ação foi realizada pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Várzea Grande, em cumprimento de mandado de prisão. A prisão foi efetuada pela equipe de atendimento de local de crime.
Procurado há certo tempo, Joelson Ermelindo de Jesus, é condenado pela Comarca de Várzea Grande por roubo. No entanto, foi colocado em liberdade no ano de 2017, mediante uso de tornozeleira eletrônica. Em 2018, rompeu o dispositivo de monitoramento, não sendo mais encontrado.
Segundo apurado, o suspeito é responsável por, pelo menos, doze roubo ocorridos dentro de ônibus, tendo como alvo os motoristas dos veículos coletivos. Joelson se passava como passageiro, ao entrar no ônibus, rendia o condutor geralmente usando uma faca, e mediante ameaça subtraia o dinheiro do caixa.
Os indícios apontam que o autor praticava os roubos sempre nos mesmos horários, entre as 17 e 18 horas, ou então no último horário por volta das 23 horas. Ainda para dificultar o trabalho policial de identificação, o suspeito costumava dar um intervalo de cerca de uma semana entre um roubo e outro.
Após intensas diligências para localizar o criminoso, a equipe de policiais civis de local de crime da Derf-VG, logou êxito em abordar Joelson.
O preso foi interrogado e posteriormente colocado à disposição da Justiça.
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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