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‘Rotam Extreme’ reúne 1.500 atletas superando frio e obstáculos por causa social

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Da Redação

 

Na ‘4ª Rotam Extreme’, realizada neste domingo (07.07), o frio era apenas mais um dos obstáculos. Mas, os 1,5 mil atletas que acordaram cedo, praticamente de madrugada, encararam a manhã mais fria do ano, atravessaram lago, rastejaram sobre a lama, mergulharam em piscina de gelo, escalaram paredão de corda e cruzaram a linha de chegada sem reclamar.

Além de superar os próprios limites, quem correu mostrou solidariedade e amor ao próximo dentro e fora do percurso de 5km. Durante a corrida, esses sentimentos estiveram presentes em atitudes como segurar a mão do outro para, literalmente, ajudá-lo a sair da lama, ou somar forças para carregar os atletas especiais cadeirantes nos trechos com obstáculos.     

Fora do percurso, a corrida é fundamental na manutenção e expansão de dois importantes projetos sociais da Polícia Militar de Mato Grosso, realizados por meio do Batalhão Rotam, o ‘Jiu Jitsu Rotam’ e a ‘Escolinha de Futebol Rotam’. Esses dois projetos atendem 210 crianças e adolescentes.  

Essa edição levou às pistas da Lagoa Trevisan, em Cuiabá, atletas profissionais, grupos de amigos, de atletas e de famílias. Laete, Cleinomar, Suelwey, Davi, Luigi e Davi Costa, todos estreantes em corridas de obstáculos, eram só alegria. As irmãs Costa, Laete, Cleinomar e Suelwey, correram juntas na categoria geral e depois, novamente juntas, torceram pelos filhos na categoria kids.

Aos 7 anos, Davy também é um estreante em corridas de obstáculos. Ele e a mãe, dona Luciana, se emocionaram e emocionaram dezenas de pessoas que assistiram a força e alegria de ambos na luta pela superação dos obstáculos. Cadeirante, Davy contou com o apoio da mãe, a força braçal de alguns policiais e o incentivo de torcedores para cruzar a linha de chegada. Mãe e filho choraram e sorriram juntos.

Como parte da programação, o evento incluiu ainda apresentações artísticas, culturas e ações de promoção à saúde um tanto curiosas. A Unimed, por exemplo, montou um posto onde o atleta, pedalando uma bicicleta, tinha de produzia a energia necessária para fazer o liquidificar funcionar e bater a própria vitamina de frutas. A textura do produto dependia da força e resistência de cada um.

O comandante geral da Polícia Militar, coronel Jonildo José de Assis, também ‘atleta extreme’, ao cruzar a linha de chegada lembrou que essa corrida é muito mais que um evento de incentivo à prática esportiva. “Visa a superação e mostra que somos capazes, além de promover a interação entre a Polícia Militar e a sociedade”, disse.

Conforme o comandante, os obstáculos naturais e os que foram construídos ao logo do percurso permitiram que os participantes vivenciassem situações que fazem parte do cotidiano do policial. Correr e saltar muros, por exemplo, são alguns obstáculos do dia a dia daqueles que estão não ruas trabalhando pela segurança da população.

“Os policiais também precisam treinar, estar preparados”, completou. O coronel citou o lado social, a importância da renda da corrida para os projetos do Batalhão Rotam.

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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