Mato Grosso

Polícia Civil prende ex-companheiro de vítima e localiza ossada de jovem desaparecida em Paranaíta

Publicado em

Mato Grosso

Da Redação

 

A ossada de uma jovem, que estava desaparecida no município de Paranaíta (851 km ao Norte) desde abril de 2018, foi localizada pela Polícia Judiciária Civil, no domingo (23.06), após mais de um ano de investigações ininterruptas para apurar o caso. Na quinta-feira (20),  o ex-companheiro da vítima, Ederson José Rodrigues, apontado como autor do crime foi preso na cidade de Apiacás (1.010 km o Norte).

O suspeito teve o mandado de prisão temporária decretado pela Justiça, por homicídio e ocultação de cadáver, com base em investigações da Polícia Civil.

A ossada da vítima, Daniela Erica Cordeiro de Campos, 23, foi encontrada no domingo (23.06), em uma cova com profundidade de aproximadamente 1,5 metro, nas proximidades da Rodovia MT-206, sentido Usina Teles Pires, a cerca de 10 quilômetros da cidade de Paranaíta.

As diligências iniciaram no dia 28 de abril de 2018, após a mãe da jovem procurar a Delegacia de Polícia para comunicar o desaparecimento da filha.

Conforme o delegado de polícia Marcos Cézar Faria Lyra, no decorrer do inquérito instaurado os policiais civis identificaram o ex companheiro da vítima, como principal suspeito, bem como os indícios de homicídio e ocultação de cadáver.

“Com base nas informações levantadas, a equipe da Delegacia de Paranaíta logrou êxito em mapear e descobrir o ponto exato onde o corpo estaria. A Politec também acompanhou a equipe até o local, onde foram feitas escavações e encontradas a ossada humana, que foi encaminhada para exame antropológico e de DNA”, disse o delegado.

Ao ser surpreendido pelos policiais civis de Apiacás, e ter a ordem judiciais de prisão temporária cumprida, Ederson José Rodrigues, foi novamente interrogado pelo Marcos Lyra, ocasião em que decidiu confessar os fatos.

O suspeito alegou motivo passional, afirmando que estava sendo traído pela vítima, por isso perdeu o controle emocional, vindo durante uma discussão a praticar o crime.

Na segunda-feira (24.06) o preso foi apresentado para audiência de custódia, sendo mantida a sua prisão.

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Mato Grosso

TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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