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Jogos Estudantis Cuiabanos começam hoje (24) Com 71 escolas participantes e 1780 alunos

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Da Redação

Os estudantes ganharam mais um fim de semana para se preparar. Os Jogos Estudantis Cuiabanos (JEC’s) começam hoje (24), com jogos no Complexo Poliesportivo Manoel Soares de Campos, o Ginásio Dom Aquino.

O primeiro confronto é de Handebol feminino, às 7h30, seguido de Futsal masculino, às 8h. A Secretaria de Cultura, Esporte e Turismo informa que a data foi alterada de sábado (22) para segunda-feira (24) com objetivo de melhor adequar a participação das escolas e alunos no primeiro dia de jogos. De acordo com dados finais da organização, 71 escolas de Cuiabá vão participar desta 44ª edição dos JEC’s, totalizando 1.780 alunos.

Duas modalidades coletivas cresceram em números absolutos de participantes, com relação a edição de 2018. Enquanto que Handebol subiu de 101 no ano passado para 113 este ano, Voleibol saltou 172 em 2018 para 213 em 2019. Nas duas modalidades, a participação feminina supera a masculina nesta edição de 2019: 71 inscritos no feminino e 62 no masculino em Handebol e 130 inscritos no feminino 83 no masculino em Voleibol. O Futsal é a modalidade mais popular em ambos os gêneros, com 490 participantes no masculino e 187 no feminino.

Basquetebol, Futsal, Handebol e Voleibol são as modalidades de equipe da competição. Já as individuais são: Judô, Atletismo, Natação, Xadrez, Ginástica Rítmica, Ciclismo, Luta Olímpica, Tênis de Mesa, Vôlei de Praia e Badminton. Os estudantes serão divididos em duas categorias por idade: 12 a 14 anos e 15 a 17 anos.

Os Jogos Estudantis Cuiabanos vão acontecer em três locais da capital mato-grossense: Complexo Poliesportivo Manoel Soares de Campos (Ginásio Dom Aquino), Ginásio Poliesportivo Verdinho e Complexo Esportivo Cid Nunes da Cunha (Ginásio da Lixeira). 

As rodadas dos jogos serão realizadas no período matutino e vespertino durante a semana e no período matutino, aos sábados. Os vencedores de cada modalidade e categoria receberão troféus, medalhas e vão representar Cuiabá nos Jogos Estudantis Mato-grossenses e posteriormente nos Estaduais e Nacionais.

Os jogos são administrados e organizados pela Secretaria Municipal de Cultura, Esporte Turismo, através da Secretaria Adjunta de Esporte/Diretoria de Esporte, com participação efetiva de representantes da comunidade esportiva. A entrada é gratuita e aberta a toda a população.

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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