Mato Grosso
Após perseguição, polícia prende suspeitos por assalto e tentativa de homicídio
Mato Grosso
Da Redação – Jean Borsatti
Um salão de beleza no bairro Boa Esperança em Cuiabá foi assaltado na tarde desta quarta-feira (19).
Três homens e uma mulher adentraram no estabelecimento e roubaram inúmeros pertences de clientes e também do estabelecimento, segundo as informações os bandidos estavam armados com um revólver calibre trinta e oito.
Durante a ação os bandidos dispararam contra a proprietária do salão, o tirou pegou no pé da vítima que foi conduzida ao hospital para receber atendimento médico, após cometerem o crime os bandidos roubaram um veículo Toyota SW4 de cor branca, placas OHW-1088 que pertencia a uma cliente que estava no momento da ação dos bandidos.
Os suspeitos foragiram do local quando foram avistados por uma guarnição do 1º Batalhão de Polícia Militar (1º BPM) na Av. Miguel Sutil, após constatar que se tratava do mesmo veículo.
Ao perceberem a presença dos policiais os suspeitos tentaram fugir indo em direção a Av. Fernando Correa da Costa desobedecendo a ordem de parada, os bandidos só pararam o veículo após disparos da polícia que fizeram os suspeitos baterem em uma viatura que chegou a girar na pista.
Os quatro suspeitos foram encaminhados até a Central de Flagrantes onde confessaram o crime, um dos presos precisou ser atendido já que um dos disparos o atingiu de raspão.
Já na delegacia os suspeitos foram identificados como Keividy Aldrey Pinheiro de Souza de 18 anos, Vitor Hugo Nascimento de Jesus de 18 anos e Dani
ele Fernandes de Souza de 19 anos, além dos três maiores ainda foi apreendido o menor de 17 anos, A.S.C. Todos possuem passagens pela polícia.
Os suspeitos estão à disposição da justiça onde devem responder pelos crimes de roubo à mão armada, corrupção de menores, tentativa de homicídio e direção perigosa.
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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